Um dos nomes europeus mais badalados (e caros) da música eletrônica aterrissa amanhã em Londrina. Reconhecido como produtor musical na França desde os seus 14 anos, o DJ Mosey (nome artístico de Pierre Sarkozy) sempre foi cercado de polêmicas, causadas sempre mais pelo sobrenome de sua família do que pela sua música. Primeiro filho do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy com sua primeira mulher, Marie-Dominique Culioli, o jovem músico decidiu trilhar seu próprio caminho bem longe dos bastidores da política. Mesmo assim, muitos franceses ainda torcem o nariz pela sua fama em ser um dos DJs mais caros do mundo.
Produtor e amigo pessoal do famoso rapper francês Doc Gynéco, Mosey começou a carreira musical bem cedo, com a criação de 'jingles' publicitários para a televisão francesa e na composição de trilhas sonoras. Respeitado pelo seu ouvido aguçado - especialmente em batidas que envolvem os gêneros do rap e do eletrônico - o sobrenome de DJ Mosey não impediu ele de ser aclamado em alguns dos clubes mais exclusivos do mundo, inclusive no Brasil, tocando sempre influenciado pela sonoridade da mistura entre o Hip hop e a House Music.
Hoje com 25 anos, o DJ começa a engatinhar suas próprias composições, com experimentações mais voltadas para o eletrônico e o house. Em entrevista exclusiva para a FOLHA, DJ Mosey fala sobre a recepção do público brasileiro, suas influências como músico e as novidades em sua carreira:

Você já se apresentou em muitos países do mundo e esta é sua terceira vez tocando no Brasil. Qual são suas opiniões sobre o público brasileiro?
Em toda noite o público é sempre diferente, mas existem mesmo algumas particularidades bem específicas do público brasileiro, independente da boate em que toco por aqui. É possível notar que todo mundo no Brasil tem uma mente muito aberta, e uma vontade muito forte de celebrar. Parece que eles saem de casa não somente para serem vistos - como em outros lugares do mundo - mas realmente para celebrarem a vida. Em seu país, a cena da música eletrônica também é muito interessante, com alguns destaques como Gui Boratto, por exemplo.
Quais são suas maiores influências na sua carreira como DJ, e o que você está ouvindo ultimamente?
Como DJ eu fui muito influenciado pela cena parisiense no final dos anos 90. Basicamente todo um movimento francês que envolve músicos como Daft Punk, Alex Gopher, Cassius. Hoje em dia eu ainda ouço muita musica eletrônica, mas também gosto de alimentar meus ouvidos com diversos estilos diferentes: desde música clássica (Eric Satie, Gabriel Fauré, Ligeti), até o soul (Curtis Mayfield, Donny Hathaway, Marvin) e música de Corsica (ilha da França conhecida pela sua experimentação com vozes de corais), que é de onde eu venho originalmente. Não posso esquecer também da bossa nova. Eu estou trabalhando agora em uma faixa com uma música brasileira, mas não vou falar muito disso porque quero guardar como surpresa.
Como suas experiências como produtor de hip hop te influenciaram musicalmente? Você sempre teve a ideia de misturar essa batida com a de músicas eletrônicas?
Sim, no começo da minha carreira, quando eu tinha 14 anos, eu produzi muito hip-hop/house, e dessa forma eu conheci muita gente da cena hip hop, que logo começaram a me encomendar batidas para eles próprios - e como isto fazia parte da minha cultura musical, foi um prazer produzir para eles. Mas agora, enquanto estou produzindo minhas próprias músicas, como artista, minha vibe é mais em torno da música eletrônica e do house. Mas é claro que nada impede que eu convide alguns artistas do Hip hop para colaborarem em minhas gravações no futuro.

Serviço
- DJ Mosey
Quando - Amanhã, a partir das 23h30
Onde - Kingdom 2800 (Av. Higienópolis, 2800)
Ingressos - R$ 40 (masculino) e R$ 30 (feminino)

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