Mesmo com mais de 10 anos de carreira e diversas novelas e seriados, Bernardo Marinho não possui televisão em casa. No ar como o Beto de ''Amor Eterno Amor'', da Globo, o ator vê na internet uma maior flexibilidade e liberdade para assistir a programas. ''Desde adolescente não cultivo o hábito de ver tevê. Prefiro ver coisas pontuais no computador'', explica.
Na história de Elizabeth Jhin, Bernardo interpreta um jornalista debochado que ganha a vida escrevendo na revista ''Cena Contemporânea''. Mas, nos próximos capítulos, sua atração pela colega Juliana, de Marina Ruy Barbosa, ficará cada vez mais evidente, prejudicando sua relação com o amigo Bruno, de Miguel Rômulo, namorado de Juliana. ''A atração do Beto por ela cresce cada vez mais, o que deve gerar uma tensão por conta desse triângulo amoroso'', aponta.
Antes de começarem as gravações da novela, Bernardo terminou de filmar o longa ''Engenho de Dentro'', de Roberto Belini, com estreia prevista para o ano que vem. No filme, o ator vive um esquizofrênico, que sofre com suas alucinações. Durante as filmagens, chegava a passar 12 horas em um hospício para ensaios e gravações. ''A atuação nos coloca em situações surreais. Foi uma experiência radical e limítrofe'', explica.

Nome: Bernardo Marinho Gomes de Souza.
Nascimento: 18 de dezembro de 1987, no Rio de Janeiro.
O primeiro trabalho na tevê: Deco, de ''Bambuluá'', da Globo, em 1999.
Atuação inesquecível: No filme ''Engenho de Dentro'', de Roberto Belini.
Interpretação memorável: Glória Pires no filme ''É Proibido Fumar'', de Anna Muylaert, em 2009.
Ao que gosta de assistir: ''Não tenho tevê em casa, mas sempre que posso assisto a 'Tapas & Beijos' na internet''.
O que falta na televisão: ''Programas mais ousados para o público jovem''.
O que sobra na televisão: Reality show.
Ator favorito: Marco Nanini.
Atriz favorita: Glória Pires.
Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro e Fernanda Torres.
Se não fosse ator, o que seria: ''Alguém dentro da área das artes''.
Novela preferida: ''Quatro por Quatro'', da Globo, de 1994.
Cena inesquecível na tevê: Quando a Regina Duarte revela para Glória Pires que ela é adotada em ''Desejos de Mulher'', da Globo, de 2002.
Melhor trilha sonora de novela: ''Metade'', de Adriana Calcanhoto, música de Babalu e Raí, personagens de Letícia Spiller e Marcelo Novaes, em ''Quatro por Quatro''.
Melhor abertura de novela: ''Amor Eterno Amor'', da Globo.
Vilão marcante: Laura, vivida por Claudia Abreu, em ''Celebridade'', da Globo, de 2003.
Personagem mais difícil de compor: ''Meu último personagem no cinema, o Rafael, de 'Engenho de Dentro'''.
Papel que mais teve retorno do público: Allan Quintanilha, de ''O Astro'', da Globo, de 2011.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Quatro por Quatro''.
Que papel gostaria de representar: ''Um vilão''.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Olivia Torres.
Filme: ''Love Streams'', de John Cassavetes.
Livro de cabeceira: ''Cartas a um Jovem Poeta'', de Rainer Maria Rilke.
Autor: ''Estou lendo muito Dostoievski''.
Diretor: O cearense Karim A‹nouz.
Um vexame: ''Quando fui VJ da MTV, apresentei um clipe do rapper Fifty Cent dizendo que ele era uma cantora''.
Uma mania: Roer unha.
Um medo: ''Perder pessoas próximas''.
Projetos: ''Fazer mais cinema''.

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