Uma pausa nas atrações internacionais. A programação do Teatro Guaíra para o mês de novembro é verde-amarela, até no concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná, deste domingo. Os principais nomes a pisarem no Guairão, nos próximos 30 dias são o Grupo Corpo, com sua mais nova criação, ‘‘Benguel꒒, o humorista Tom Cavalcante (mais por força da TV, que por novidades no espetáculo), e para quem gosta de música popular brasileira, o encontro das vozes do MPB-4 e Quarteto em Cy.
Arquivo FolhaTom Cavalcanti: humor no palcoNo Guairinha tem canto lírico com a apresentação de ‘‘Don Giovanni’’, música antiga com a Camerata Antiqua de Curitiba, balé - mais de uma semana somente com espetáculos do gênero - e teatro infantil, com ‘‘O Fabuloso Circo de Fábulas do Professor Jacques’’.
No miniauditório estréia ‘‘Noite e Dia... Poesia’’, e, pelo que tudo indica, será um belo espetáculo, levando a poesia ao público mirim. Destaque também para ‘‘Udiyana Bandha’’, quinteto de Brasília que faz uma fusão do New Age oriental com um pop ecológico.
O mês, no grande auditório, começa com a Escola de Dança Clássica do Teatro Guaíra, que nos dias 5 a 8 colocará em cena 350 alunos para apresentar ‘‘Sonho de Uma Noite de Verão’’, inspirado na peça de Shakespeare. Música de Menndelsshon, coreografia de Carla Heinecke.
No domingo, tem ‘‘Concertos Matinais’’, às 10 horas, com a Orquestra Sinfônica do Paraná, sob regência do maestro Roberto Duarte. No programa ‘‘Estro Harmônico’’, de Edino Krieger; ‘‘2ª Suíte para Orquestra’’, de Villa-Lobos e ‘‘Sinfonia em Sol Menor’’, de Alberto Nepomuceno.
Dois de nossos melhores conjuntos vocais voltam a se encontrar num mesmo espetáculo, depois de 24 anos: MPB-4 e Quarteto em Cy. A primeira vez foi com ‘‘Cobra de Vidro’’, que acabou rendendo disco ao vivo, e agora o show é ‘‘Bate Boca’’. O melhor da música brasileira está no repertório desses refinados cantores, como Chico Buarque, Tom Jobim e Milton Nascimento. Dia 13, única apresentação.
O humorístico ‘‘O Melhor de Tom Cavalcante’’, também em apresentação única, acontece no dia 14, um sábado. Quem já viu o moço, verá tudo de novo - ele reúne os melhores momentos dos dez anos de carreira.
O Grupo Corpo, a estrela do balé nacional, deixa Belo Horizonte para sua temporada anual. Curitiba faz parte da tradição - dia 26 o grupo apresenta ‘‘Benguel꒒, com música de João Bosco, coreografia de Rodrigo Pederneiras. Traços africanos e árabes dão suas cores na montagem. À estréia da nova dança junta-se ‘‘Parabelo’’, do ano passado, com música de Tom Zé e José Wisnick. Um bailado de comovente brasilidade.
No Guairinha, sempre aos sábados e domingos, às 15h30, tem ‘‘O Fabuloso Circo de Fábulas do Professor Jacques’’, peça infantil que traz algumas reflexões sobre questões morais. Tem ‘‘O Leão e o Ratinho’’, ‘‘O Menino e o Lobo’’, ‘‘O Burro na Pele do Leão’’, ‘‘A Lebre e a Tartaruga’’, entre outros clássicos.
Nos dias 11 e 12 tem ‘‘Teatro Guaíra & Dança’’, com os grupos de dança moderna e de rua - projeto desenvolvido com meninos carentes, que fez muito sucesso meses atrás - e convidados. A Limites Cia. de Dança, dirigida por Andréa Sério, é formada por bailarinos com habilidades físicas diferentes, incluindo portador de deficiência física.
‘‘Don Giovanni’’, de Mozart, com libreto de Lorenzo da Ponte, terá sessão única no dia 25. Jovens valores da cena lírica apresentam-se ao lado de Rio Novello: Frederico de Assis, Gisela Olsson, Ana Toledo, Roosewelt Borges, Ivan de Moraes, Gabriela Di Laccio, José Luiz Brasil. No sábado, 28, a Camerata Antiqua de Curitiba executa ‘‘Antifonas da Coroação’’, de Haendel.
A teatralização da poesia para aproximá-la das crianças é o que pretende a montagem de ‘‘Noite e Dia... Poesia’’, às 16 horas dos sábados e domingos de todo o mês, no miniauditório do Teatro Guaíra. Aqui, os poemas são apresentados como se fossem diálogos entre os membros de uma família.
A vida é ampla, mágica e simples: os pássaros cantam, o avô conta histórias, chove de tarde, vem a noite, a lua e as estrelas povoam o céu, todos dormem e o sol aparece novamente. Os textos são de Sidônio Muralha, Cecília Meireles e Mário Quintana, dramatizados por Cláudio Vasconcelos, Eduardo Giacomini, Glauber Gonzales, Olga Nenevê e Roberto Quartarolli. Direção de Fátima Ortiz.
O conjunto musical Udiyana Bandha, de Brasília, toca nos dias 13 e 14, um repertório que é uma fusão da New Age oriental com a corrente pop. O som, por vezes exótico, está em quatro CDs do quinteto, cujo nome inspira-se num antigo reino da Índia. Compõem o grupo Thomas Brokaw, Marcelo Bernardes, Chandra, Cláudio Vinícius e Guilherme Mendonça.

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