Localizada em posição estratégica em relação à África, Natal foi a mesa que reuniu o presidente americano Roosevelt e Getúlio Vargas em 28 de janeiro de 1943, data do acordo sobre a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e a construção de uma base aérea americana no lugar que, anos depois, foi apelidado de Trampolim da Vitória.
A partir daí o progresso foi, vagarosamente, dando formas e prestígio à capital do Rio Grande do Norte. Até a música deve agradecimentos: os bailes que os militares americanos promoviam eram abertos a todos, ‘‘for all’’ – expressão que deu origem ao termo forró, o ritmo querido no Nordeste. Até hoje o bairro dos bailes – Rocas – guarda o melhor desse estilo.
O próprio nascimento da cidade – que hoje tem cerca de 750 mil habitantes – também se deve à sua localização. Ela surgiu a partir do forte construído para proteger a costa do Nordeste e iniciar a conquista do Rio Grande, conforme ordem do rei Felipe I de Portugal. Em 6 de janeiro de 1598, a edificação foi concluída pelo padre português Gaspar de Samperes, e um ano depois recebeu o nome de Fortaleza dos Reis Magos.
A fortaleza, depois de inúmeras batalhas e acontecimentos que marcaram sua existência, ainda resiste naquela costa. A arquitetura em forma de estrela, suas paredes centenárias e passarelas pétreas constituem hoje um dos principais pontos turísticos da cidade.
Ao lado da fortaleza está a Praia do Meio, com sua estátua de Iemanjá e, logo depois, a Praia dos Artistas, assim batizada pelo movimento de estrelas da música que se hospedavam no hotel em frente, quando se apresentavam em Natal. Subindo pela Praia dos Artistas, a Ladeira do Sol é um mirante de onde se observa toda a costa central.
Mais adiante fica a Avenida Câmara Cascudo, homenagem ao importante escritor e folclorista do País. É ali que se localiza a casa de Luís da Câmara Cascudo, de arquitetura clássica, tombada pelo Estado.
Entre outras relíquias conservadas na cidade estão duas igrejas construídas pelos portugueses em meados do século 17: a Igreja de Nossa Senhora da Apresentação e a de Santo Antônio, ambas no centro.
No bairro de Petrópolis, o Centro de Turismo de Natal é o endereço para as compras. Foi construído em 1974 para ser um presídio, virou orfanato e hoje é um complexo de lojas com galeria de arte e restaurante com vista para o mar. Lá dentro, não deixe de apreciar a linda porcelana potiguar, e na galeria, as obras religiosas em madeira cumburana dos artistas Luzia Dantas e Ambrósio Córdoba.
A noite de Natal conta com atrações para turistas agitados ou não. Bares e restaurantes existem aos montes. A maioria fica na Praia do Meio, no centro, e também em Ponta Negra.
Para saborear os frutos do mar fresquinhos e graúdos, um dos restaurantes mais recomendados é o Camarões, na Ponta Negra. O Bidoca, na Lagoa Nova, é uma boa opção para provar a culinária típica. Já o Bar Trampolim, na Praia do Meio, é uma boa pedida para petisco, cerveja e conversa. E para quem prefere música ao vivo, há o Praia Chopp, na Ponta Negra.
Entre as casas noturnas, a dica é o Zás Trás, no Tirol. Possui, em volta das mesas e do palco, uma série de lojas que vendem artesanato. Há shows de forró e de embolada, além de apresentação folclórica. Outra opção para dançar é o Chaplin, um bar-danceteria com cinco ambientes diferentes, onde há espaço para hits de rádio, música caribenha e tecno. (I.R./AE)

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