Em Londrina, ele dormiu na delegacia
Em Londrina, ele dormiu na delegacia
ReproduçãoEm meados dos anos 50, Procópio esteve em Londrina com a peça Esta noite Choveu Prata, de Pedro Bloch. A foto, extraída do livro do Jubileu de Prata de Londrina, registra o ator se preparando para uma apresentação.ReproduçãoProcópio em Duas dúzias de rosas escarlates para dama triste, de sua autoriaReproduçãoEm cena com a filha Bibi em Bendito entre as mulheres, texto escrito por ela no fim dos anos 40Procópio Ferreira levou sua arte aos mais longínquos palcos desse País. Londrina foi visitada por ele algumas vezes, nos idos de 40 e 50, para se apresentação de algum grande sucesso ou apenas de passagem. No livro A Magia da Expressão, há um relato feito por Carlos Duval, integrante da Companhia de Procópio, numa passagem por Londrina em 1946: Saímos de Marília (interior de São Paulo) numa linda manhã de sol, para fazer baldeação para outro ônibus em Londrina e chegarmos à noite a Curitiba. Antes da saída do nosso ônibus, que estava cheio, saiu outro também lotado. Pouco tempo depois, encontramos o outro ônibus quebrado, e, assim, o nosso ônibus, que já vinha lotado, recebeu a lotação do outro e virou um pandemônio. Havia gente no estribo e em cima do teto do transporte. Como se isso não fosse suficiente, logo depois desabou um tremendo toró, e os passageiros que estavam fora e em cima do ônibus tiveram que se acomodar dentro. Havia, literalmente, gente sentada uma no colo da outra. A estrada, que era de barro, virou um lamaçal, e quando chegava a uma ladeira, era preciso desembarcar todo mundo e empurrar. Com esse pára e empurra, anoiteceu. Perdemos a conexão para Curitiba, pois só chegamos a Londrina muito depois da meia-noite. Morríamos de fome, sem ter o que comer nem para onde ir. Como não havia vagas nos hotéis e todos os restaurantes estavam fechados, nos abrigamos no prédio da Delegacia de Polícia local. A companhia se espalhou nos bancos do recinto, dormindo sentados e encharcados.(F.F.)





