Se o seu negócio são as borbulhas dos espumantes que lembram festa e glamour, anime-se. Garibaldi está logo ao lado. A 10 km de Bento Gonçalves, ela é dona do título de Terra do Champanha. Lá está a produtora responsável pelo primeiro espumante do País, a Peterlongo. Segundo o fabricante, a elaboração da bebida segue os padrões da região de Champagne, na França.
Instalada num castelo de 1930, antiga residência dos Peterlongo, a fábrica tem visitas, guiadas por enólogos, às caves subterrâneas onde o espumante é envelhecido. Na loja, encontram-se vinhos, sidras, destilados e sucos. Para incrementar a casa, artigos ligados ao assunto, como uma garrafa que resfria o vinho sem que o líquido entre em contato com o gelo.
Garibaldi criou seu trajeto dedicado aos champanhas, a Rota dos Espumantes. A Peterlongo e mais sete empresas estão incluídas: Bacardi-Martini do Brasil, Georges Aubert, Chandon do Brasil, Courmayer, Allied Domecq do Brasil, Rossoni e Garibaldi. Nesta última, a sala de entrada exibe máquinas antigas usadas na confecção do champanha, como rolhadora e envasadora. Fotos históricas do município estampam as paredes.
Uma curiosidade na Garibaldi são as plaquinhas com frases célebres que estão por todo lado. Entre os amantes da bebida lembrados, Goethe e Pasteur têm sua citação registrada ali. Na hora da degustação, a sabragem é a técnica usada para a abertura da garrafa. Dizem que Napoleão Bonaparte fazia desse modo na comemoração da vitória de uma batalha. Pegava a espada e num golpe certeiro cortava fora o bico, resultando numa explosão do líquido. O enólogo fará igual, na sua frente. Estique sua taça cheia, e então só resta dizer: ''Salute!''

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