O documentário ''Oro Nazi'', que será exibido amanhã, no canal pago Cinemax, trata de um dos momentos mais vergonhosos da história da América Latina: a cumplicidade argentina com o nazismo, antes e mesmo durante a Segunda Guerra. É ao mesmo tempo um tema fácil de mostrar e difícil de investigar.
Que havia clara simpatia pela Alemanha nazista e pela Itália fascista no governo argentino não há dúvida, tanto entre as Forças Armadas como entre os militantes peronistas. O popular coronel Juan Perón, que depois governaria o país, não escondia a simpatia pelo Eixo.
A Argentina só declarou guerra ao nazi-fascimo no final da guerra, apenas como um gesto de boa vontade para com os aliados vencedores. Ainda assim, o país era considerado porto seguro para criminosos de guerra. Até mesmo um submarino alemão que se recusou a se render aos aliados veio parar na Argentina depois da guerra terminada.
Mas seguir a trilha do suposto ''ouro de Berlim'' que teria vindo ao país nos estertores da derrota nazista é bem mais complicado. O documentário tem boas cenas de reconstituição, mostrando caixas com barras de ouro desembarcando à noite em uma praia. Só que também são pura especulação.
Criminosos de guerra fujões, com ou sem ouro, eram capazes de se esconder bem.

Serviço
- Documentário ''Oro Nazi''. Amanhã, às 22 horas, no canal pago Cinemax. Direção: Rolo Pereyra. Elenco: Daniel Muchnik, Carlota Jacksich, Jorge Camarasa, Rodolfo Valss, Albert Canil, Gabriel De Lourdes Fiorito

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