Muito além do sugestivo sorriso de Monalisa, Leonardo da Vinci sofreu um revival ao ser incluído na trama policial que virou best-seller e recorde de bilheteria. A Editora Sextante, responsável pela versão brasileira do ''Código Da Vinci'', revela a sequência de dígitos: mais de 48 milhões de livros vendidos no mundo, sendo somente o Brasil consumidor de 1,2 milhão. Na telona, Tom Hanks e Audrey Tautou protagonizam o filme da Columbia Pictures que acumulou, até a última semana, a fabulosa arrecadação que ultrapassou US$ 462 milhões no mundo inteiro. Entre cifras e números, um sucesso de grandeza porporcional às polêmicas geradas.
Para quem não leu o romance do americano Dan Brown, Robert Langdon (Hanks), um simbologista de Harvard, e Sophie Neveu (Tautou), uma criptógrafa francesa, vivenciam na tela uma série de mistérios que envolvem aspectos do cristianismo. De acordo com o autor, a Igreja Católica é uma instituição fundamentada em uma mentira. Jesus Cristo, segundo o livro, seria um homem de carne e osso, que casou-se com Maria Madalena, além de ter deixado descendentes. Entre os demais pontos de conflito, o Opus Dei, organização tradicional da Igreja, surge em cena bastante maculado. E por aí seguem os ''espetos no vespeiro''. Sem a intenção de decifrar os subjetivos códigos de Da Vinci, a reportagem da Folha convidou três pessoas com ideologias distintas para assistir ao filme e, em seguida, realizar um debate: o professor de História, Thiago Paes de Menezes, o jornalista e adepto de estudos da religiões, Walmor Macarini, e o professor de Física, Alcides Goya, membro do Opus Dei em Londrina.

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