Salvador Representante de grupos homossexuais vão homenagear hoje o ministro da Cultura, Gilberto Gil, em Brasília, como o ''mais destacado afro-brasileiro simpatizante da libertação homossexual''. Ele receberá um relatório sobre grupos gays negros do Brasil.
Chamado Boletim Quibanda-Dudu, nome de uma das primeiras entidades do gênero no País, fundada em Salvador, o documento resgata a história de homossexuais negros brasileiros com pequenas biografias de personalidades como Madame Satã e Vera Verão.
De acordo com o antropólogo Luiz Mott, editor do boletim, ''Gil é o simpatizante que por mais tempo, desde 1972, mais ousou defender e colaborou com a liberação homossexual no Brasil, seja através de suas músicas, como ''Super Homem'', ''O Veado'', ''Pai e Mãe'', seja por suas posições e roupas andróginas, ou ainda por declarações francamente favoráveis ao respeito aos homossexuais''. E, mais recentemente, destaca Mott, como ministro da Cultura, ''apoiando a criação do Grupo de Trabalho de Promoção da Cidadania GLTB da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura''.

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