Em busca do sonho de ser famoso
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sábado, 02 de maio de 2009
Rodrigo Juste Duarte<br>Equipe da Folha 
Uma enorme fila chamava a atenção de quem passava pelo Centro de Convenções do Parque Barigui, na manhã do sábado passado. Ao todo, eram três mil pessoas, que estavam lá com um sonho: sair do anonimato para despontar como um novo e promissor cantor pop nacional, assim como Leandro Lopes, Thaeme Mariôto e Rafael Barreto. Os nomes citados são dos vencedores das três temporadas do programa Ídolos (versão brasileira do programa American Idol, produzido no Brasil pela TV Record após duas edições pelo SBT), que na ocasião iniciava suas seletivas para a edição de 2009.
Curitiba sediou uma das prévias pela primeira vez. Elas também serão realiza das em Belo Horizonte, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro.
Adriano Delgado de Lima, 21 anos, era o primeiro da fila. Estava lá desde as 20h40 do dia anterior. Nascido em Foz do Iguaçu, atualmente reside em Curitiba e pretendia investir num repertório versátil. ''Como vão pedir mais de uma música, vou mandar um MPB, um pop rock e um sertanejo universitário, que é o que eu curto'', comentou o candidato, que participa do programa pela segunda vez.
Quem também tentava uma nova oportunidade era Helena Laybner, 19 anos, que no ano passado não conseguiu se classificar. ''Disseram que eu tinha voz mas não tinha ritmo''. Cantora de igreja, ela iria apresentar no teste a música ''As Quatro Estações'', da dupla Sandy & Junior. Helena mora em Guaíba, cidade próxima a Porto Alegre. Assim como ela, vários outros candidatos eram de de outros estados do Sul do País, e também do Sudeste.
De Araranguá, Santa Catarina, vinha Rubens Daniel, 26 anos, que participou da edição do ano passado e foi longe, chegando na etapa da repescagem. Ele comentou que iria corrigir dois detalhes na apresentação deste ano. Adotou um chapéu (''para dar mais estilo'', dizia) por recomendação do jurado Calainho, que sugeriu que ele investisse no visual. Além disso, aprimorou o vocal. ''As pessoas não querem alguém berrando no microfone. Por isso muita gente não votou em mim na repescagem'', revelou. ''Mas o estilo musical continua o mesmo, e a personalidade também'', garantiu.
Parecia difícil encontrar gente do Paraná, até a reportagem esbarrar com Enaile Bergasco, 23 anos, que estava bem confiante. ''Eu não vou cantar, eu vou passar'', comentava em tom maroto. Super produzida com roupas coloridas, óculos escuros grandes e botas, ela tinha pinta de cantora pop, apesar de preferir o country. ''Em Londrina eu faço shows na exposição e canto vários artistas internacionais. Mas no programa vou apostar no português'', explicou Enaile, que trazia uma música de Marjorie Estiano para os jurados.
De Curitiba, Rebeca Tonkovitch, 18 anos, também iria mostrar um estilo diferente do que costuma apresentar. ''Meu estilo é soul e jazz. Sou bailarina e tenho uma banda de pop rock internacional. Mas aqui vou cantar uma do Tim Maia, ou uma romântica'', apontava Rebeca, que contava também com seu carisma na seletiva. ''Acho que os jurados querem alguém que tenha personalidade, que queira passar alguam coisa com a música e que não seja só mais um''.
Apesar do espírito individualista ser uma constante, havia também quem pensasse no trabalho de equipe, como a galera do Yellow Friends, comunidade do orkut que reuniu candidatos de várias cidades do Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro, todos com pulseiras de identificação amarelas nos pulsos. ''Acreditamos que um de nós vai estar no Top 30'', bradava a carioca Bia Oliveira.
Em meio a tantos tipos diferentes, vindos de toda parte, aparecia o apresentador Rodrigo Faro cercado por uma equipe de filmagem que registrava as primeiras imagens para a temporada deste ano, que começará a ser exibida no mês de agosto. Era um momento de descontração, antes dos candidatos passarem pelo crivo dos jurados Paula Lima, Marco Camargo e Luiz Calainho. Por parte das garotas o assédio era constante. Termos como ''deus grego'' e ''filé do meu almoço'' foram alguns dos epítetos disparados.
Por parte dos meninos, a camaradagem era geral. Um deles até fez uma brincadeira com o apresentador, dedicando-lhe uma música com letra irônica que dizia ''Legal legal / O Rodrigo é legal / Mas é cara de pau''. O refrão logo ganhou adesão de vários participantes. ''É a letra mais sensacional que eu ouvi até agora'', respondia Faro, sem perder a esportiva.


