Em busca de mais espaço na telinha
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de julho de 2009
Márcio Maio<br> TV Press 
Rachel Ripani sabe dar valor ao destaque que tem recebido no ar. A intérprete da inconsequente Tatiana de ''Caras & Bocas'' passou seis anos longe da tevê, quando encarnou a vilã Débora em ''A Pequena Travessa'', no SBT. E, ao ler a sinopse da trama de Walcyr Carrasco, não se importou ao constatar que sua personagem praticamente se resumia a uma assistente da protagonista Dafne, de Flávia Alessandra, em uma galeria de arte. Com o passar dos capítulos e o romance de Tati com o judeu ortodoxo Benjamin, de Sidney Sampaio, a ruiva de 33 anos da novela das sete já se tornou diretora da tal galeria e ganhou até ares de vilã. ''Foi uma surpresa muito positiva, porque o relacionamento dos dois poderia não emplacar. No início, fiquei com receio de mexer com um tema que envolve a religião'', analisa Rachel.
Até agora, Rachel garante que a repercussão é ótima, mesmo entre os judeus. E na maioria das vezes em que é abordada pelo público, costuma ouvir piadas em relação ao jeito tímido e contido de Benjamin e ao penteado incomum adotado pelo personagem. ''Pediram muito que eu pegasse ele de jeito e cortasse seu cabelo. Sempre me divirto com essas reações. Essa é uma das vantagens das novelas: o alcance gigantesco'', reflete.
A atriz sabe muito bem o que espera do futuro: mais espaço na televisão. E não tem o menor constrangimento em confessar que suas aparições raras no vídeo foram consequências de um preconceito antigo e, hoje, já superado. ''Tive uma formação muito teatral e, nesse meio, algumas pessoas carregam a ideia de que fazer tevê não é arte. Eu fui assim'', explica ela.
Além de atuar, ele escreve e traduz textos para o teatro, produz espetáculos, canta e é uma das locutoras mais procuradas pelo mercado publicitário. Desde 1992, a atriz já emprestou sua voz para inúmeros personagens de comerciais, como a girafa esnobe da propaganda da Ford veiculada durante três anos na tevê. ''Ando com meu estúdio em todos os lugares. Se me ligarem, gravo rapidamente um áudio, envio por e-mail e, no dia seguinte, já pode estar no ar'', diz. E não hesita em afirmar que ganha muito mais fora da tevê. ''Em determinadas épocas, chego a gravar 10 comerciais por semana. A publicidade exige velocidade, mas paga por isso'', atesta ela, que também gravou três músicas na trilha da série ''Alice'', exibida pelo canal pago HBO.


