Roberto Corrêa: pesquisas musicais renderam muitas descobertasA era das descobertas fez com que aventureiros deixassem suas terras no Velho Mundo e fossem habitar os ermos do Novo Mundo. Esse fluxo intenso trouxe para a América a música dos invasores. Aquilo que eles estavam acostumados a ouvir e cantar foi passado de geração a geração de forma oral. Não havia especialistas, nem condições para tal, de se fazer o registro através de partituras.
Flávio Stein, um dos diretores artísticos do 2ºFestival Internacional de Música Antiga e Tradição Oral, explica que essa música ao misturar-se com as canções nativas, gerou ‘‘um terceiro produto’’.
Roberto Corrêa, violeiro que dará um recital dia 26, no Teatro da Federação Espírita, estará mostrando aquilo que levantou através de pesquisas musicais, e que vem de tempos imemoriais, das regiões de Minas Gerais, Mato Grosso, Nordeste, até composições próprias, criadas a partir desse universo.
Criações anônimas e de artistas imortais estão no roteiro do recital de Corrêa. Pixinguinha e Zequinha de Abreu são dois desses mestres. Eduardo Gramani, que faz parte do Trio Bem Temperado, empreendeu suas pesquisas por outro caminho - a partir de instrumentos musicais.
Buscando as origens da rabeca descobriu até o momento mais de 20 tipos diferentes, cada qual com uma herança de acordo com a região. Foi através delas que ele chegou a Morretes, onde encontrou um instrumento árabe fabricado pelos nativos, mas que toca aquilo que eles conhecem - o fandango. (Z.C.L.)

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