Em boa fase, com nova formação
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sábado, 15 de agosto de 2009
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Eles começaram assim, meio despretensiosos, queriam mesmo era se divertir e fazer as pessoas dançarem com uma mistura de rock com pop dançante. E conseguiram. Hoje, o Copacabana Club, sediado em Curitiba, pode se gabar por ser uma das únicas bandas paranaenses capazes de emplacar um hit em todo o Brasil e na América Latina. O resultado desse sucesso vem lotando a agenda de um grupo que agora se prepara para um ritmo ainda mais frenético, com mudança de formação e novas canções.
O que era para ser uma aposta, que nasceu há pouco mais de dois anos, e talvez rendesse frutos em mais tempo, pegou os próprios integrantes de surpresa. Hoje, a presença do Copacabana Club é bastante disputada pelos produtores de todo o País. Ontem, por exemplo, o grupo tocaria ao lado dos gringos do Friendly Fires, no Rio de Janeiro, em dobradinha que deve voltar a acontecer amanhã, em São Paulo.
''Estamos com a agenda cheia, mas é bom para a gente também amadurecer as novas faixas, tocarmos as músicas novas'', diz a vocalista Caca V. A ideia da banda é primeiro gravar em estúdio duas canções, ''Sex Sex Sex'' e ''Mister Melody'', antes de selecionar 14 entre 20 faixas para um disco completo. ''Estamos recebendo propostas de gravadoras e também inscrevemos projeto na Lei Rouanet. Vamos esperar mais um pouco para decidir se vamos gravar independente ou não, em dezembro ou janeiro.''
A agenda leva os Copas para o programa Edgard no Ar, em breve, no Multishow; à festa Tribaltech, em Curitiba; a shows no interior de São Paulo, Santa Catarina e também no Rio Grande do Sul, antes das apresentações em um festival em Belo Horizonte e no Planeta Terra, na capital paulista, em novembro. ''A gente também deve fazer uma miniturnê no Nordeste, em outubro, e é bastante provável que a gente toque nos festivais Coachella (Califórnia), South by Southwest (Texas) e Glastonbury (Inglaterra) no primeiro semestre do ano que vem'', adianta Caca. Com isso, o quinteto, que costuma tocar para público de 200 a 3 mil pessoas, vai estar pela primeira vez diante de 20 mil a 30 mil pessoas.
Essa intensidade na agenda levou a banda a promover um troca de guitarristas. Sai a inventividade dos riffs de Luli Frank, por motivos pessoais, e entra a riqueza técnica de Rafael Martins, experiente músico, com passagens em outros grupos da cidade, a exemplo de Wandula e ruído m/m, entre tantas outras. ''A saída de um integrante sempre muda as coisas, espero que para melhor. Ainda não vai dar para sentir no começo, só as novas músicas é que já vão ter a cara dele'', avalia o baixiste Tile.
A expectativa é de que a sonoridade se mantenha dançante e despretensiosa, o que fez de ''Just do It'' um sucesso internacional, aclamado por muitos telespectadores que viram a música se tornar tema de vinheta do canal Fox em toda a América Latina. ''Recebemos muitos comentários em espanhol no YouTube'', comemora Caca. ''Outro dia, um cara me perguntou no trabalho como é que a gente tinha feito a música. Não sei, gosto de todas, todas são iguais'', complementa Tile.
''Na verdade, a gente apostava que 'King of the Night' fosse virar um hit, tanto é que o nome de nosso primeiro EP é esse. Mas aos poucos a gente foi vendo que as pessoas lembravam mais de 'Just do It' e escutavam mais no MySpace'', explica a baterista Claudia Bukowski. Não à toa, foi ''Just do It'' que acabou virando clipe, hoje bastante presente na programação da MTV. A emissora também dedicou vinhetas especiais ao grupo durante o mês de julho, batizadas de ''Invasão dos Copas''.
Essa ''invasão'', aliás, tem incomodado um pouco os que não são muito chegados no som do grupo. ''Crítica sempre vai ter, seja aqui ou em outros lugares'', conforma-se Caca V. ''Mas não dá pra gente ficar se prendendo só nisso'', emenda Tile. O que eles querem mesmo é fazer as pessoas dançarem em clima de festa, cantarolando refrões grudentos, muito em breve em Londrina e região. Para a alegria dos festeiros de plantão.


