Bruno Quixote, que vive o Rasta em ''Malhação'', escolheu ter várias alternativas profissionais. Além de ser ator, ele também é jornalista. E foi na faculdade de Comunicação que se apaixonou pela fotografia. Em seguida, começou a trabalhar como assistente de câmara. A experiência levou Bruno a estudar para ser diretor. E, para isso, ele já planeja cursar Cinema em 2013. Isso, é claro, sem esquecer da atuação. ''A tevê é muito instável. O ator pode estar empregado por dois meses e depois ficar desempregado por três ou seis meses'', justifica.
Bruno teve seu primeiro contato com o teatro ainda quando estava na quarta série do ensino fundamental, em uma peça montada pela própria professora. ''Ali eu descobri que gostava daquilo, gostava de estar me apresentando para o público'', admite. Depois da experiência na escola, ele só voltou a ter contato com os palcos em 2001, quando já estava com 14 anos. Desde então, não parou mais de atuar. Fez peças, filmes e participações em novelas e seriados. ''Fazer participações pode ser um problema para o ator por causa do estereótipo. As imagem do menino da favela, do traficante, do ladrão, já estavam sendo muito exploradas em mim. E eu não queria mais isso porque eu estudei para fazer outras coisas também'', defende.
Atualmente, o ator vive Rasta em ''Malhação'', seu primeiro papel fixo na tevê. O personagem é um jovem muito idealista, que vive criando teorias de conspiração e incentivando seu grupo de amigos a fazer mobilizações em prol da sociedade. ''Eu já tinha feito uns cinco testes para a Globo, mas desta vez tinha uma frase de Gandhi no texto que dizia 'Seja a mudança que você deseja ver no mundo'. E essa citação serve muito para mim, então eu realmente me entreguei ao papel no teste e passei'', acredita Bruno.

Nome: Bruno Gomes Luís.
Nascimento: Em 10 de março de 1987, no Rio de Janeiro.
Primeiro trabalho na tevê: Uma participação na minissérie ''A Casa das Sete Mulheres''. ''Eu fiz um menino de rua''.
Atuação inesquecível: Foi na peça ''Menino No Meio da Rua''. ''Foi meu primeiro trabalho e contava muito sobre a minha história''.
Interpretação memorável: ''Gosto muito do Grande Otelo no filme 'Macunaíma'. Eu tenho um gosto meio póstumo para atores''.
Momento marcante na carreira: ''Quando eu passei em 'Malhação'. Eu tentava muito. Quando você consegue, a sensação é incrível''.
Ao que gosta de assistir: ''Novelas, por conta da interpretação dos atores. Mas eu também assisto ao 'CQC', 'Roda Viva' e outros programas do canal Futura''.
Ao que nunca assistiria: Infomercial e programas religiosos.
O que falta na televisão: ''A televisão deveria investir em programas mais educativos nos horários nobres''.
O que sobra na televisão: ''É complicado ter essa ideia purista que a televisão é ruim. Acho que a televisão tem programas para todos os gostos e eu não posso falar o que é ruim''.
Ator: Wagner Moura.
Atriz: Meryl Streep.
Com quem gostaria de contracenar: Lázaro Ramos.
Se não fosse ator, o que seria: ''Acho que eu seria jornalista ou diretor''.
Novela preferida: ''Avenida Brasil''.
Cena inesquecível na tevê: ''Quando a Carminha enterrou a Nina viva em 'Avenida Brasil'''.
Melhor abertura de novela: ''Deus Nos Acuda''.
Canção inesquecível de trilha sonora: ''A canção 'Romeu e Julieta' que Nino Rota fez para a primeira versão do filme homônimo''.
Vilão marcante: Carminha. ''Porque é a vilã mais humana dos últimos tempos''.
Melhor programa de humor: ''CQC''.
Personagem mais difícil de compor da sua carreira: ''O Rasta de 'Malhação'''.
Melhor bordão da tevê: ''Não é brinquedo não''.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Vamp''.
Que papel gostaria de representar: ''Eu queria muito viver um mafioso''.
Par romântico inesquecível: ''O Christian e a Satine do longa 'Moulin Rouge'''.
Com quem gostaria de fazer par romântico: ''Acho que com a Maria Flor seria legal''.
Livro de cabeceira: ''Livro dos Abraços'', de Eduardo Galeano.
Filme: ''Moulin Rouge''.
Autor: Jorge Amado.
Diretor: João Falcão.
Medo: ''Tenho medo de não dar certo. De me tornar um ator medíocre. Não quero isso''.
Vexame: ''Eu sou muito extrovertido, então sempre acabo falando com pessoas que eu não conheço. A pessoa faz um aceno mínimo e eu já estou respondendo, então acabo passando vergonha''.
Uma mania: ''Tenho mania de batucar, fico batucando nas coisas o tempo inteiro''.
Projeto: ''Comprar meu equipamento e ano que vem começar a produzir meus vídeos. E também quero montar um espetáculo falando sobre a feiúra''.

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