Em 3D, 'A Bela e a Fera' volta em 111 salas do país
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sexta-feira, 03 de fevereiro de 2012
Lúcia Valentim Rodrigues <br> Folhapress 
São Paulo - Passados 20 anos de sua estreia, uma história de amor vai abocanhar 111 salas de cinema no Brasil de uma vez. O motivo para o repeteco? O filme ganhou uma nova versão em 3D.
''A Bela e a Fera'' (1991), animação da Disney, sofreu retoques para ganhar cenas em três dimensões e retomar um circuito que cresce exponencialmente no país: as salas de cinema em 3D saltaram de 264 em 2010 para 471 até dezembro do ano passado.
Para os estúdios, o crescimento do número de salas no país - que têm ingressos mais caros - foi a deixa para uma série de relançamentos. Se ''Gato de Botas'' já perdeu o apelo, e ainda não há outra novidade à vista, que sejam repaginados os blockbuster dos anos 1990.
No ano passado, a Disney já havia lançado ''O Rei Leão'' (1994) em 3D com ótimos resultados. Nos EUA, por exemplo, arrecadou US$ 94 milhões (R$ 163 milhões). ''Procurando Nemo'' (2003) é a próxima investida do estúdio em parceria com a Pixar, com lançamento previsto para 2 de outubro. Em 2013, virão ''Monstros S/A'' (25/1) e ''A Pequena Sereia'' (13/9).
A Fox também converteu outras duas antiguidades para o 3D. No próximo dia 10, é a vez de ''Star Wars - Episódio 1 - A Ameaça Fantasma'' (1999) estrear por aqui. Depois, volta ''Titanic'' (1997), de James Cameron, em 6 de abril. ''Dependendo do resultado, teremos outros títulos'', afirma Patricia Kamitsuji Ito, diretora-geral da distribuidora Fox no Brasil.
Apostar no primeiro filme da saga espacial de George Lucas foi estratégico. ''As batalhas, as galáxias e os planetas na versão 3D se tornam mais espetaculares. O lançamento não se destina só aos fãs e saudosistas, mas à nova geração, para a qual a versão 3D é imprescindível.''
Os escolhidos são filmes ''que transcendem o tempo, que têm amplo apelo através de gerações e que terão significado novamente em um novo formato'', define Sebastián Valenzuela, vice-presidente de distribuição para cinema da Disney no Brasil.
O relançamento de ''Titanic'' pode servir também de homenagem a James Cameron. Foi seu ''Avatar'', em 2009, que impulsionou o boom de salas em 3D e serviu de inspiração para que outros diretores usassem a técnica.
Mais renda
Maior bilheteria do planeta, com US$ 2,78 bilhões (R$ 4,8 bilhões), ''Avatar'' mostrou que o 3D também poderia gerar mais bilheteria, já que os ingressos para esse formato são mais caros.
Mas isso não tem afastado os espectadores brasileiros. Pelo contrário: de 2010 até o ano passado, houve alta de 63% entre os frequentadores dessas salas, segundo o site especializado Filme B.
De olho nesse filão, estrearam 38 longas no formato em 2011, contra 22 em 2010. E como produzir um filme em 3D é mais dispendioso do que converter um antigo, vai valer a pena (pelo menos para os estúdios) ver de novo.


