Elétrica e ao vivo
DivulgaçãoDaniela Mercury: Sinto-me como uma jogadora da Seleção Brasileira, uma porta-voz da cultura brasileira em todos os lugares por onde andoElétrica e ao vivo
Novo disco de Daniela Mercury, gravado à beira-
mar em Salvador, é uma mistura de ritmos
Marcos Freitas
Ela está mais elétrica do que nunca. A baiana Daniela Mercury está com disco novo. Mas não se trata de mais uma promessa de sucessos como foram os outros trabalhos de Daniela. Elétrica é o primeiro disco ao vivo da carreira desta cantora e bailarina que canta e encanta não só o Brasil como também o mundo.
O disco foi gravado à beira- mar em Salvador, terra natal da cantora. O local escolhido foi o Solar do Unhão que fica ao lado da Baía de Todos os Santos, talvez uma das mais belas paisagens da cidade.
O disco é o sétimo de sua carreira e o quinto solo. Tem 16 faixas e traz grandes sucessos que consagraram Daniela Mercury, algumas como Feijão de Corda e o Canto da Cidade receberam novos arranjos feitos por ela mesma. Outras seis músicas são inéditas e três delas merecem atenção especial. Terra Festeira que já toca nas rádios pelo Brasil; Elétrica e Tua Lua de autoria da própria cantora.
Em Tua Lua, a cantora e compositora fala de um amor um pouco lunático, mas muito apaixonado e ela arrisca dizer ... ando a ver o que não via, o beijo é que me silencia.... Ela mesma conta que esta é uma das faixas que mais gosta. Estava tão bem quando me ocorreu esta música, diz.
Daniela conta que o disco ao vivo era um desejo antigo e que ele deveria mesmo ter sido gravado em Salvador. É a minha terra e de onde saíram os grandes sucessos que canto. Sobre as críticas que vem recebendo por regravar antigos sucessos neste álbum, ela rebate dizendo que Não se trata mais do mesmo, como dizem. Quase todas as músicas foram modificadas, com arranjos novos e foram gravadas ao vivo, o que não é nada fácil e mostra a qualidade dos músicos, diz.
Ela conta que 90% do disco foi gravado em apenas um dia. Quando perguntada do porquê de não ter contado com nenhuma participação especial, ela se defende agradando a sua banda. Meus convidados são meus músicos que tiveram uma performance maravilhosa neste trabalho, diz.
Vivendo com seus dois filhos, Gabriel de 13 e Giovana de 11 anos, em Salvador, Daniela atendeu à Folha por telefone no Rio de Janeiro, onde está divulgando seu novo trabalho. Simpática e atenciosa, a baiana que se diz mais bailarina do que cantora se mostrou feliz com a vida e com seu novo trabalho.
Ansiosa para começar a turnê de lançamento de Elétrica, ela prometeu uma vinda ao Paraná depois do Carnaval de 99. Mas se der apareço antes, gosto do povo do sul, diz.
O único assunto que deixou Daniela Mercury mais aperreada é a pirataria de CDs. Indignada, ele pede aos fãs e também para todos aqueles que gostam de música, que não incentivem a pirataria. Todo mundo perde, o País, o artista, o consumidor que compra um produto falso e de baixa qualidade, explica. O Brasil, que é um celeiro da boa música, não pode conviver com isso. Diga não à pirataria!, fala em tom de campanha.
A seguir leia os principais trechos da entrevista:
De onde vem esta energia que a faz elétrica?
Acho que vem de dentro de mim mesma. Desde pequena eu perguntava à minha mãe por que sou tão ativa. Mas nem ela mesma sabe me responder. Só sei que sempre fui assim, inquieta, com muitos problemas com o tempo. Sempre achei que o dia era muito mais curto do que eu precisava, e era mesmo.
Agora como está, seu dia continua curto?
Confesso que um pouco igual, só que agora tenho mais poder para manipular meus horários de acordo com o meu querer.
O que tem a dizer sobre o novo disco?
Eu o fiz com o intuito de trazer para o disco a música dançante do Carnaval de Salvador ao vivo. É uma coletânea de ritmos que fizeram a música baiana nestes dez últimos anos. Gostei de misturar o eletrônico com percussão e o som do trio elétrico. Além disso canto vários sucessos que adoro e que o público consagrou.
E a história de ser uma homenagem aos 450 anos de Salvador?
Tem a ver também. Pois no verão de 99, o Carnaval da Bahia vai comemorar os 450 anos de fundação da primeira capital do Brasil. E o disco veio a calhar bem nesta data tão importante. É um convite a todos os brasileiros para estarem em Salvador, para aproveitar o Carnaval. Eu estarei lá todos os dias saindo no Trio Elétrico do Crocodilo no domingo, segunda e terça, no sábado vou sair no Bloco Acadêmicas.
Como você vê o sucesso que os seus últimos discos fizeram e mais: como você convive com os fãs, que já não são só brasileiros ou argentinos, mas estão em outros continentes como a Europa onde você fez vários concertos de muito sucesso, principalmente durante a Copa do Mundo?
Sinceramente não modificou nada em minha vida. Me sinto uma profissional da arte que, para mim, é a essência do ser humano. Sou grata a Deus por poder me comunicar com o mundo através da arte e também por ser porta-voz da cultura brasileira em todos os lugares por onde ando. Me sinto como uma jogadora da Seleção Brasileira. E o sucesso não me deixa envaidecida, mas preocupada em tentar ajudar a fazer um mundo melhor.





