‘‘Além de engordar o orçamento, um convite para um comercial é prova de reconhecimento’’, diz Márcio Damasceno, empresário de Luana Piovani. Mas é preciso ter critério. Luana garante que não faz propaganda de bebidas alcoólicas, nem de cigarros. Recentemente, não aprovou o roteiro da segunda fase da campanha de um endereço eletrônico e ficou de fora. ‘‘Acontece’’, diz Damasceno, que recebe de 10% a 20% de comissão do cachê de sua estrela. Luana e o namorado Rodrigo Santoro atuaram juntos num recente anúncio de sandálias. Segundo Damasceno, os dois preferem não saber quanto o outro ganha para contracenar num comercial. ‘‘Dividir cena numa campanha não é garantia de receber cachê igual.’
Os cachês de um ator popular podem chegar a R$ 200 mil e depende do período de veiculação, das mídias envolvidas e do orçamento da produção. Geralmente, os atores exigem das agências que o tempo de um filme no ar se estenda por, no máximo, três meses. Os cachês brasileiros têm ficado tão inflacionados que se tornou viável contratar astros internacionais. Hollywoodianos como Sharon Stone, Antonio Banderas, George Clooney e Bruce Willis desfilam com mais frequência em comerciais brasileiros. ‘‘Vale a pena, pelo glamour’’, diz Luiza Jatobá, diretora de RTV da Young & Rubicam. Para escolher um ator, dois fatores fazem a diferença. ‘‘O queridinho de uma novela é sempre tiro certo’’, diz Luiza. ‘‘Difícil alguém chamar Cláudia Raia, que está fazendo uma vilã, ou quem está fora de circuito’’, avalia. Fofocas e escândalos podem queimar o filme. ‘‘Mas Vera Fischer é uma exceção, porque luta para dar a volta por cima.’ Vera estará na campanha de uma famosa marca de carros, no início do ano.

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