Eles disseram
''Cinema e rock'n'roll são, cada vez mais, as duas expressões contemporâneas mais precisas, mais espontâneas. Tenho a impressão de que todas as outras formas de reflexão, sobretudo o teatro ou a literatura, são demasiado lentas, pesadas. O cinema e o rock'n'roll são consumidos em harmonia com nossa época de consumo. De uma maneira direta, rápida. Por causa disso, podem ser bastante precisos na constatação da temperatura, do pulso de nossa época. O cinema é cada vez mais influenciado pela publicidade e pelo videoclipe''.(Wim Wenders)
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''Não tenho motivos para ser amável nem fazer concessões. Creio que a literatura é algo demasiado sério. Se você vai ser amável e fazer concessões, é melhor ir vender tomates no mercado e ser amável com os fregueses. O escritor, no fundo, é um tipo amargurado, confundido, sem explicações para nada, e dá no mesmo se o compreendem ou não. Se cai bem ou mal. Se é simpático ou antipático. Se tem dinheiro ou se é um morto de fome. Se você não é assim, você é um palhaço''. (Pedro Juan Gutiérrez)
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''...Os nomes deixaram de ter significado. O que tem significado real são os números. O número da conta bancária, o número da identificação bancária, o número do bilhete de identidade, o número do passaporte. Aos bancos, não interessa nada saber como nos chamamos. Interessa saber que número temos. E a perda do nome, que eu acho que está em processo, essa espécie de inutilidade...Nem sequer é perda do nome: é inutilidade do nome...Que efeito isso vai ter no futuro? Não sei, continuo a não saber''. (José Saramago)
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''A vida útil do bailarino é limitada, de modo que eles não têm tempo para se acomodar. Eles ficam muito tristes quando não têm o que fazer. Querem trabalhar e, na medida do possível, participar da peça seguinte. E isso também é uma coisa maravilhosa. Não posso dar-me ao luxo de ficar cansada. Há tantas expectativas, e isso também é uma coisa bonita. Não posso simplesmente cair fora e tirar férias. De repente, aparece alguém na minha frente, radiante de felicidade, e diz: 'Quero trabalhar''. Isso transmite energia: você dá e recebe. É como nas viagens: o que se aprende e vive é muito forte. Sentimos tanta coisa, ficamos repletos dessas coisas e, por algum lugar, tudo isso precisa sair da gente''. (Pina Bausch)
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''Eu detesto teoria de qualquer coisa, ela é secundária por uma razão: antes não adianta nada e, depois, ela não é necessária. Então eu faço o que estou sentindo, desde a Bienal de São Paulo de 1953 até hoje não estou preocupado com isso ou aquilo, nem pensando em termos teóricos. Você, como artista, não tem certezas. Não há coisas definitivas, a arte não é assim. Arte é um fazer permanente, sem nenhuma certeza de coisa nenhuma. Se não, para que fazer? Já estaria tudo resolvido de antemão''. (Amilcar de Castro)
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''Para o público de cada época sempre foi difícil entender a música de seus contemporâneos, porque era algo diferente e revolucionário, mas, depois de um certo período de tempo, nós escutamos aquelas composições com admiração. O melhor exemplo disso pode ser Beethoven, que sofreu muitos ataques dos críticos e ouvintes de seu tempo. Eu sugiro deixar a porta sempre aberta para novas idéias. Se você não entende a música na primeira vez você deve ouvir de novo e de novo e tentar entendê-la. É como ouvir uma nova língua pela primeira vez: você só pode se acostumar a ela e entendê-la se escutar muitas vezes''.(Claudio Abbado)





