Eles começaram trabalhando no hipódromo de Firenze
No mesmo lugar
Embora tenha ido depois de José Eduardo, Luis Fernando acabou trabalhando no mesmo lugar que o irmão: No hipódromo de Firenze, Norte da Itália. Luis Fernando não toma café e não se liga muito no futebol ao contrário dos italianos em geral. Conta que lá todos os bares têm um aparelho de tv pendurado e todos vendem café expresso. O italiano em regra geral só toma o café da manhã em bar. Ele conhecia alguma coisa sobre cavalos porque o pai, Eduardo Consalter, tinha animais na fazenda em Goioerê. Agora tem propriedade rural no Mato Grosso. Em Firenze aprendeu a falar italiano e também a lidar com os cavalos para o trotto.
As impressões
Luis Fernando diz que tem muita saudades da Itália. Aprendeu muito. Foi para lá com 18 anos. Deve à Itália o gosto pela boa comida, pelo prazer de preparar uma boa massa. Frequentou muito os restaurantes, principalmente do tipo caseiro. Acabou conhecendo o que o italiano pensa e come e como é a intimidade do dia-a-dia da alimentação deles. Os amigos italianos sempre perguntaram a Luis Fernando e também a José Eduardo, embora em épocas diferentes: Vão montar um restaurante no Brasil? Respondiam sempre que poderia ser, que tinham vontade de montar um restaurante. Luis Fernando lembra que o comércio em Firenze fecha na hora do almoço. Abertos só ficam os restaurantes, cantinas, tratorias, etc. Comem com muita calma.
Como se alimentam
Primeiro a entrada, do tipo antipasto, presunto de Parma, queijos, focaccia, pães italianos e vinho. Depois sempre uma massa e em seguida a carne. Encerram com uma salada que chamam de contorno. Os italianos não misturam os pratos de maneira alguma. Isto também nas residências. A mãe da família quase não senta à mesa durante o almoço. Fica preparando a comida e servindo. Só senta quando serviu todo mundo. É ponto de honra de mamma fazer a sua família ficar bem alimentada, satisfeita. O interessante é que os membros da família opinam sobre o que estão comendo falam do molho, do ponto de cozimento da massa e etc. Comem sempre mais al dente do que o brasileiro, isto é preferem o macarrão mais durinho, menos cozido. Comer é tão importante para o italiano que quando se encontram e falam de viagens a qualquer cidade da própria Itália sempre perguntam sobre o que comeram, da qualidade dos produtos e etc. Comer bem para o italiano é sempre importante.
No La Gondola
Quando retornaram da Itália a idéia de montar um restaurante estava na cabeça dos dois irmãos. E da mãe também. Como outros familiares que moram em Brasília tinham, há dez anos, cinco restaurantes, os dois irmãos foram estagiar por lá. Ficaram seis meses. Quando voltaram a Londrina surgiu a oportunidade de comprar o La Gondola, que era do italiano Osvaldo Lavalle, que acabou retornando para seu país. Há cinco anos no ramo, Luis Fernando e Eduardo já fizeram diversas reformas no La Gondola. Contrataram consultorias,
duas delas de Gláucio Olchenski e outra com Marcelo Fernandes, os dois com cursos de hotelaria e especialização em alimentos feitos em Londres. Eles estagiaram em Paris e também na Itália.
Sempre o espaguete
A região tem muitos descendentes de italianos, mas de modo geral toda a população gosta da comida italiana, notadamente de massas e de pizzas. O espaguete, em virtude da diversidade de molhos, é muito solicitado. Mas o filé à moda, que é acompanhado de espaguete, é o prato mais procurado. O restaurante, na Santos Dumont, está num imóvel bonito. Como é próprio eles estão sempre investindo. As atenções com a cozinha são diárias. Molho e massa, de fabricação próprias, e preparação de alimentos em geral exigem a presença diária da família Consalter. Luis Fernando diz que é um ramo onde para se ter sucesso é preciso a presença constante da família. É um trabalho onde não dá para ficar de olho no relógio, afirma o jovem empresário Luis Fernando Consalter.





