Elegância e opulência em Paris
Da Redação e agências
Paris foi palco de mais um show de moda esta semana. Os desfiles de alta-costura para primavera-verão começaram no último sábado e terminaram na quarta-feira, com um saldo de 14 marcas consagradas, muito brilho, opulência e pitadas de inspiração oriental.
Assim como nas últimas temporadas, a maior expectativa ficou em torno dos estilistas ingleses John Galliano, que assina a coleção da maison Dior, e Alexander Macqueen, o homem por trás da Givenchy. Não é por menos. Eles conseguiram imprimir novo fôlego à quase desacreditada alta-costura, e se transformaram em referências mundiais.
Depois de ter dado o que falar pelo estilo hard de suas criações, Mcqueen parece ter mudado de estratégia. Deixou de lado os esqueletos e corvos do desfile de inverno para investir num look mais convencional, inspirado no japonismo. A impressão é que ele quis devolver a Givenchy a imagem de suavidade e elegância que a marca possuía até então. Mas sem deixar de lado o seu afiado senso de modernidade.
Galliano armou o desfile-baile da Dior nos salões da Ópera Garnier ao som de tango. O suntuoso espetáculo - que incluiu candelabros de cristal e mesas forradas de pele de zebra para acomodar os convidados - custou US$ 900 mil segundo algumas fontes. Na passarela, heroínas evocando o começo do século contaram a história da marquesa Casati, uma italiana excêntrica que era amante do poeta DAnnunzio e adorava festas.
O brilho prevaleceu no desfile de Emanuel Ungaro, que trabalha para o grupo italiano Ferragamo. Os especialistas se perguntavam se ele quer se tornar o estilista das princesas. Tudo por causa da apresentação de suas jaquetas em brocado e tafetá sobre jeans na cor de ouro velho, seus tailleurs tipo amazona em cachemira e seus drapeados à moda antiga, que certamente agradaram à princesa Chantal da Grécia, sentada na primeira fila.
No quesito exclusividade nas passarelas, Valentino saiu na frente nesta temporada: foi o único estilista a contar com os serviços de Claudia Schiffer, que cada vez sobe menos às passarelas. O verão do estilista tem muito da alma nórdica. São abrigos com bordados de cristal sobre saia que esconde os joelhos e peles de raposa na cor pastel. Ao final, uma ondulante Claudia surgiu numa capa com cauda de crepe vermelha, a cor fetiche da casa.
Já no desfile de Thierry Mugler, o título de estrela ficou dividido entre a alemã Nadja Auermann e a brasileira Shirley Mallmman. Mugler confere títulos de nobreza ao denim e lança uma roupa para os amantes do piercing, criando um levíssimo vestido de musseline negra preso a anéis que passam pelo bico dos seios. No fulgurante final, Nadja, com suas pernas de 1m15, apresentou uma combinação cósmica de diamantes e estalactites.





