Ele é o maior na arena do sumô
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sábado, 14 de junho de 1997
Celina Alonso Az Maringá 
Marcos NegriniMaurício Sakae aprendi a defender os oprimidos e a respeitar os mais levesSe peso a mais fosse mesmo problema, muita gente estaria fora do ar, trancada em casa. Totalmente despreocupado com seus quilinhos a mais, o maringaense Maurício Dgeorge Sakae, 19 anos, campeão paranaense de sumô em 97, adora seu corpo.
No sumô, ele é o terceiro do Brasil na sua categoria. Faixa preta no judô, foi campeão paranaense de 95 e hoje está entre os mais respeitados do mundo. Nem liga para os quase 100 quilos distribuídos pelos 1,70m de altura. Maurício se considera um vencedor. Já viajou ao Japão, onde foi muito elogiado pelas feras do sumô. Sakae conta que um dos melhores profissionais do sumô do mundo é o havaiano Konishiki. Dizem que ele arrasa seus adversários quando libera no dohió (tatami) os seus 300 quilos emoldurados pela faixa que cobre a mini-sunga.
Sakae decidiu ser gordinho a pedido da sua mãe, Rosa Sakae. Quero que ele me carregue no colo quando eu estiver velhinha e doente, conta a mãe do campeão.
Maurício Sakae diz que nunca teve problemas com as garotas. Ao contrário, vivo pedindo às pretendentes que me deixem um tempo livre para os estudos (Ciência da Computação) e para me aperfeiçoar no esporte, revela. Ser gordo só me traz vantagens. Numa luta, se eu fosse magrinho não teria segurança. E fora da luta, sempre dou uma força para os amigos. Segundo Sakae os menores e franzinos são sempre desrespeitados. Quando querem brigar com meus amigos desistem logo quando olham para o meu tamanho e se me enfrentam acabam perdendo, conta. Nem por isso ele tira partido. Aprendi com o judô a defender os oprimidos e a respeitar os mais leves.


