O poeta Manoel de Barros usa um lápis até deixá-lo no toco. Só aí, quando não é mais possível segurá-lo, ele o troca. O apontador (aquele com depósito) e a borracha são as únicas testemunhas desse embate silencioso.
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá (MT), mas foi criado em Corumbá (MS). Atualmente, vive em Campo Grande (MS), depois de ter morado na cidade do Rio de Janeiro.
Todos os dias, em seu ''escritório de ser inútil'', das sete da manhã a uma tarde, o poeta trabalha em seus poemas. É ganhador do Prêmio Orlando Dantas (1960), conferido pela Academia Brasileira de Letras; do Prêmio Cecília Meireles (1998), do Ministério da Cultura, além de dois prêmios Jabuti - um, inclusive, como melhor livro do ano. Oito peças teatrais já foram montadas, no Brasil, com textos de Manoel de Barros.
Ele é autor dos seguintes livros: Poemas concebidos sem pecado (1937), Face imóvel (1942), Poesias (1956), Compêndio para uso dos pássaros (1960), Gramática expositiva do chão (1966), Matéria de poesia (1970), Arranjos para assobio (1980), Livro de pré-coisas (1985), O guardador de águas (1989), Poesia quase toda (1990), Concerto a céu aberto para solos de ave (1991), O livro das ignorãças (1993), Livro sobre nada (1996), Retrato do artista quando coisa (1998), Para encontrar o azul eu uso pássaros (1999), Exercícios de ser criança (1999), Ensaios fotográficos (2000), Águas (2001), O fazedor de amanhecer (2001) e Tratado geral das grandezas do ínfimo (2001).
No começo do ano, a Editora Record lança mais uma obra de Manoel de Barros. Trata-se do livro infanto-juvenil ''Cantigas por um passarinho à toa''. (L.T.).

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