Ele começou onde todos terminavam
Ele começou onde todos terminavam
Formado em 1963 pela Escola de Propaganda, em São Paulo, Ney Alves de Souza levou três anos tentando transferir-se da área administrativa para a de marketing da Nestlé, onde trabalhava. Como não tinha jeito, pediu a conta de gerente administrativo e ingressou na agência que era um símbolo do top publicitário, na época: a McCann-Ericson. Onde todo mundo terminava, foi onde comecei, conta rindo.
Entrou como assistente de contato na conta da General Motors, mas também tinha que atender a maior rede de calçados de São Paulo, as Casas Eduardo. Entrei como assistente de contato, mas fazia redação, acompanhamento da conta e do trabalho do cliente dentro da agência. Fiz muito texto, lembra.
Para as Casas Eduardo ficou também encarregado de cuidar da produção dos comerciais e de um programa infantil, levado ao ar pela TV Excelsior. Na emissora que detinha altos índices de audiência, o Clube do Eduardinho era uma das atrações ao vivo, direcionado para a garotada. Havia uma parte gravada desse mesmo programa - era o teleteatro com direção de Vicente Sesso.
Corriam os anos de 66/67. Naquele tempo a propaganda era mais consistente, mais solene, mais fechada aos arroubos criativos que tem hoje, explica Alves de Souza. Hoje até se abusa da criatividade. Mesmo o humor que é essencial na publicidade, às vezes é um pouco exagerado, critica.
Satisfeito com os 20 anos de coluna, e às voltas com os trabalhos que desenvolve como free lance, além do livro que está escrevendo, Ney encontra tempo para assistir a quase todos os telejornais, diariamente. Desde o das 7 da manhã, da TV Globo, até o noturno da Bandeirantes. Lê quatro jornais por dia e também revistas.
Mania imperiosa que vem de tempos: recortar quadrinhos humorísticos dos jornais (são milhares de tiras guardadas, sem saber o que fazer com elas). Tem todos os números da revista Realidade, que não existe mais; coleciona a revista Propaganda, desde 1956, e a Playboy também é uma coleção praticamente completa, a revista está nas bancas há 25 anos. Gosta de adquirir o número 1 de qualquer publicação. Entre as raridades está o número 1 do Pasquim.(Z.C.L.)





