Ele, Asimov
As três leis da robótica:
1 - Um robô não pode causar mal a um ser humano ou, por omissão, deixar que um ser humano sofra qualquer mal;
2 - Um robô deve obedecer as ordens que são dadas por um ser humano, salvo quando essas ordens conflitem com a Primeira Lei;
3 - Um robô deve proteger sua própria existência na medida em que essa proteção não conflite com a Primeira e a Segunda Lei.
Esta espécie de ''código de ética'' dos robôs, formulado em 1940 pelo escritor americano de origem russa Isaac Asimov, dá bem a medida-síntese do peso filosófico que se encontra na considerável parcela de sua obra dedicada à ficção científica de antecipação. Porque, a partir dessas leis, ou melhor, da sempre presente possibilidade de serem violadas, é que nascem os conflitos em uma sociedade coabitada por humanos e robôs. Não é de estranhar, portanto, que sua produção literária no gênero não esteja entre as mais adaptadas pelo cinema, como as de Philip K. Dick, Ray Bradbury, Arhtu C. Clarke, Michael Crichton, William Gibson e Stanislaw Lem. Boa parte de seus títulos mais conhecidos não oferece ação física suficiente enquanto atrativo de bilheteria, e se sustentam principalmente nos diálogos e nos personagens, nas reflexões e nas emoções.
Ao lado da trilogia composta por ''Fundação'', ''Fundação e Império'' e ''Segunda Fundação'' (com adaptação para cinema já em andamento), os relatos incluídos em ''Eu, Robô'' são seus textos mais lidos e admirados. Agora transformados em metralhadora cibernética giratória nas mãos e na voz de Will Smith, que reduz a profundidade do pensamento de Asimov a um superficial e anedótico passeio histriônico.(C.E.L.J.)





