As pinturas recentes da artista plástica Elaine Werneck estarão, a partir de amanhã, expostas na hall da Fundação Cultural de Curitiba. Na sua obra, Elaine trabalha a matéria do imaginário como um fluxo que penetra até o seu interior. As imagens são tomadas como uma extensão do que não é real.
‘‘O meu processo criativo é determinado pelo meu estado emocional, que alterna-se entre calmo, nervoso e quase angustiado. Em geral, o início de uma tela acontece quando estou muito agitada’’, afirma.
‘‘A cor pura, em pinceladas largas, valoriza o gesto de pintar numa vontade selvagem de tirar a luz da obscuridade como numa tragédia barroca’’, escreveu o professor de Estética e História da Arte, Fernando Bini.
Formada em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Elaine foi orientada por Edilson Viriato. Também recebeu orientação de Carlos Fajardo. Essa época, a pintora passou da figuração expressionista para a abstração, fazendo surgir a cor e o gesto.
A sua formação e o interesse por História da Arte, integraram a obra de Elaine ao momento histórico internacional. São claros, no seu trabalho, as inspirações nos chamados expressionismo abstrato e na transvanguarda italina, e no movimento plástico da geração de 80.
A partir de manchas e sem agredir a tela, Elaine conta que faz surgir imagens que evocem figuras hesitantes como a própria vida. ‘‘Essas manchas e traços fazem aparecer meus fantasmas.’’DivulgaçãoAs obras de Elaine Werneck que serão mostradas a partir de amanhã na Fundação Cultural de Curitiba: ‘‘Essas manchas e traços fazem aparecer meus fantasmas’’Elisa Marilia Carneiro

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