'Egypta' é festa para os sentidos
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Célia Musilli<br>De Londrina 
Em Londrina, o público lotou o Circo Funcart de quinta a domingo para assistir ao espetáculo ''Egypta'', apresentado pela escola Rhamza Alli de dança do ventre dentro de sua mostra anual. Este ano, as coreografias costuraram o passado e o presente tendo o Egito como tema. Um caminho difícil para o balé que nesta viagem do tempo pode incorrer em excessos do ponto de vista histórico ou futurista, esbarrando facilmente em misturas de gosto duvidoso. Mas isto não aconteceu. As coreografias são coerentes com o tema que ''nasce'' de uma garrafa mágica onde Jeanie - aquela mesma do seriado da TV - aparece para desencadear o balé. Maira Sanchez, 12 anos, faz um solo gracioso interpretando a personagem.
O espetáculo anual da escola conta com alunas de todos os níveis de aprendizagem, mas nesta quinta edição, assim como em outros anos, a mostra teve momentos de companhia profissional. As coreografias em grupos de três ou quatro bailarinas que este ano se formaram pela escola foram responsáveis pelas exibições mais bonitas. Entre os números marcantes, fica o destaque para o final da primeira parte com a ''Dança Tribal'', que levantou o público com o ritmo bem marcado pelos snuges e pandeiros tocados pelas bailarinas. Uma festa para os sentidos.
Com uma hora e meia de duração, ''Egypta'' tem uma primeira parte longa e a segunda com apenas quatro coreografias, o que deixa a platéia com a sensação de ''quero mais'' ao fim do espetáculo.


