Imagine um Egito que não está no passado ou no futuro, mas que cruza as fronteiras do tempo e do espaço instalando-se no imaginário das pessoas. Essa civilização, que se tornou uma verdadeira febre no século 20 após a descoberta da tumba de Tutancamon, é o tema do espetáculo ''Egypta'', que estréia hoje em Londrina. Fundindo mitologia, fantasia e dança, o show encerra a 5 Mostra de Dança do Ventre, promovida pela dançarina Rhamza Alli.
A fusão entre presente e passado ocorre já na entrada, onde um túnel simula um portal que transporta o público para a atmosfera do espetáculo. Nesse ambiente surgem duas protagonistas, as deusas Hathor (vida) e Maat (morte). Ambas, na apresentação, surgem como fundamentais para a cultura egípcia, atuando como forças complementares.
''Eu uso a idéia de que os egípcios eram um povo com uma cultura muito avançada, é uma antiguidade com uma visão futurística, talvez cósmica'', explica Rhamza Alli. Todo o simbolismo é ancorado por um cenário que representa os sarcófagos de Tutancamon e Nefertiti, além de colunas egípcias.
''A platéia vai passar por um túnel para dar a idéia de que está entrando em outra dimensão'', comenta. Nas coreografias, as deusas da Vida e da Morte são destacadas como fundamentais para a civilização egípcia. ''Eu nunca fujo da dança do ventre tradicional, sempre a utilizo para mostrar outras coisas'', acrescenta. No final, a harmonia é ressaltada, simbolizando o equilíbrio do cosmos.
As coreografias de Rhamza Alli serão apresentadas por 34 alunas de dança, além da participação especial de Cláudio de Souza, do Ballet de Londrina. Ronan Alli aparece na percussão e Wagner Rosa comanda a cenografia.


O espetáculo ''Egypta'' será apresentado de hoje a domingo, às 21 horas no Circo Funcart (Rua Senador Souza Naves, 2380), em Londrina. Os ingressos custam R$ 5,00 (antecipados), R$ 7,00 (na hora) e R$ 3,50 (estudantes), e estão à venda na Rhamza Alli Escola de Dança do Ventre (Av. Duque de Caxias, 1860, sala 7), Imaginarium (Shopping Catuaí) e Inglês Wisdom (Rua Professor João Cândido, 89).

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