Egípcio vincula Macarena a ritos satânicos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 31 de janeiro de 1997
France Presse 
Um escritor egípcio afirma que o ritmo da macarena, do qual nem o presidente norte-americano Bill Clinton escapou - ele também dançou para comemorar a reeleição - está ligado a ritos satânicos praticados pelos adoradores do diabo recentemente detidos no Egito.
A canção com raízes do flamenco, criada pelo dueto espanhol Los del Río, leva o nome da Virgem de Sevilha (sul da Espanha) e se transformou há vários anos em sucesso mundial com mais de 20 traduções.
As afirmações do escritor Sayyed Mahruss al Wafd, assim como as declarações do chefe da igreja copta, se inscrevem num quadro de condenações feitas a esses heréticos. Os líderes religiosos foram chamados para punir de forma severa dezenas de jovens envolvidos neste caso.
Discotecas -Vários deputados decidiram interrogar o ministro do Interior Hassan al Alfi, durante a sessão de perguntas orais ao governo, para lhe pedirem que revele toda a verdade sobre este assunto e precise se potências estrangeiras ou organizações israelenses que estão por trás dos adoradores de Satã.
Durante minhas pesquisas para escrever um livro sobre os adoradores de Satã, visitei muitas discotecas e comprovei que cada vez que tocavam a Macarena, a sala se enchia de fumaça, mais uma prova de vinculação da dança a ritos satânicos, afirmou Mahruss Al Wafd.
Mahruss informou também que os primeiros adoradores do Diabo apareceram no Egito depois da assinatura do tratado de paz com Israel em 1979 e a abertura do Cairo à influência ocidental. Esta semana, o mufti do Egito, xeque Nasr Farid Wassel havia insistido para que os adoradores do diabo se arrependessem, do contrário poderiam ser condenados à morte, conforme a lei muçulmana. Semana passada, as autoridades egípcias haviam denunciado o desmantelamento de uma seita que preconizava o desprezo às religiões e defendia a adoração a Satã, segundo a polícia.


