São Paulo, 15 (AE) - Depois de ser inaugurada com pompa na semana passada com um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), que contou com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso e do governador Mário Covas
a Sala São Paulo, do Complexo Cultural Júlio Prestes, abre novamente, neste fim de semana, sua programação para a música erudita. Amanhã (16), às 21 horas, o compositor Egberto Gismonti se apresenta, ao lado da Philarmonia Brasileira, sob a regência do maestro Gil Jardim. Sábado, às 16h30, a Osesp volta ao palco, desta vez regida pelo maestro Roberto Minczuk.
A atração de amanhã é digna da beleza neoclássica do prédio, construído em 1936. Egberto Gismonti há muito é um dos músicos brasileiros de maior destaque internacional. Com formação clássica (estudou por 15 anos na Europa), Gismonti é conhecido (e respeitado) pela polivalência instrumental. No entanto, seu virtuosismo valoriza especialmente o violão e o piano. No palco, ele funde, com harmonia, música erudita com acordes populares.
O resultado dessa mistura será mostrado na apresentação de amanhã à noite, quando Gismonti vai executar composições próprias, como "Palhaço", "Ruth", "Forrobodó", "Dança dos Escravos" e "Lundu" e obras de compositores como Ernesto Nazareth, como "Escovado". A renda com a venda de ingressos para o espetáculo será destinada ao Projeto Guri, cujo objetivo é promover a formação musical de crianças carentes, e para o Fundo Social de Solidariedade. Clássicos - A Osesp sobe novamente ao palco da Sala São Paulo sábado, agora regida pelo maestro Roberto Minczuk, que também é diretor artístico adjunto da orquestra. Depois de executar, na inauguração do novo espaço, a Sinfonia n.º 2, de Gustav Mahler, a Sinfônica do Estado vai apresentar, com solo do violinista Vadim Gluzman, a composição "Alvorada", da ópera "O Escravo"
de Carlos Gomes; além do "Concerto n.º 1 em Ré Maior para Violino" e "Orquestra op. 19", de Serge Prokofiev; e a "Sinfonia Fantástica op. 14", de Hector Berlioz.
Roberto Minczuk é regente da Osesp desde 1997, ano em que o maestro John Neschling deu início à reestruturação da orquestra. Em outubro, Minczuk tornou-se regente assistente da Orquestra Filarmônica de Nova York, depois de ser selecionado numa audição internacional. Seus feitos naquele ano lhe renderam o prêmio de revelação, da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA). Ao subir ao palco da Sala São Paulo, Minczuk já vai estar de malas prontas. Logo após o concerto, o maestro embarca para Nova York, onde vai reger, na próxima semana, a Filarmônica de Nova York, que se apresenta no Central Park (terça e quinta-feira), em Long Island (sexta-feira) e no Cunningham Park, em Queens (sábado). No programa estão peças de Leonard Bernstein, Mozart e Rimsky-Korsakov.
Entre as próximas atrações da Sala São Paulo estão os músicos Jean-Louis Stueuerman (segunda-feira), Cristina Ortiz (dia 26), José Feghali (dia 2) e o evento Tributo à MPB, que vai reunir Dominguinhos, Oswaldinho do Acordeon e Toninho Ferraguti (dia 4). Serviço - Sala São Paulo. Amanhã, às 21 horas, Egberto Gismonti e Philarmonia Brasileira. Regência de Gil Jardim. Sábado, às 16h30, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Regência de Roberto Minczuk e solo do violinista Vadim Gluzman. De R$ 5,00 a R$ 20,00 (amanhã) e de R$ 5,00 a R$ 15,00 (sábado). Ingressos por telefone: 5589-8202 (Tele Ingresso Statione) e 867-8687 e 0800-136666 (Fun By Phone). Sala São Paulo. Praça Júlio Prestes, s/n.º, tel. 223-5199.

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