Efeito crise
A 41 edição do Festival Internacional de Londrina (Filo) começa com dois espetáculos premiados e avaliações sobre o futuro do mais tradicional evento teatral da América Latina que, nas considerações do diretor Luiz Bertipaglia, é obra de malabarismos da organização.
Isso não apaga o brilho do evento realizado ainda sobre a expectativa causada pela edição passada, comemorativa dos 40 anos do festival. Ao contrário, reforça a tradição e o fôlego de uma festa que já aprendeu a atravessar as crises mantendo a qualidade.
Na coletiva que reuniu também o vice-reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), César Caggiano dos Santos, a diretora da Casa de Cultura da UEL, Janete Haouli e o secretário de Cultura Leonardo Ramos, a avaliação do futuro do Filo apareceu diante de um orçamento de R$ 1,5 milhão e corte de 20% no patrocínio da Petrobras, ao lado de investimentos da Prefeitura, Governo do Estado e Caixa Econômica Federal.
Apoiadores sempre serão necessários para a Cultura mas a crise financeira mundial fez com que novas formas de apoios se tornem fundamentais.
Bertipaglia disse que embaixadas e governos de países representados por grupos no Filo são importantes neste cenário.
''A gente tem que buscar parcerias. Isso faz com que dependamos um pouco menos de patrocínios. Lógico que a gente conta com dinheiro em caixa, mas com os apoios institucionais podemos dizer que o orçamento chegaria a R$ 2 milhões''.
A qualidade dos espetáculos e os recursos disponíveis definiram a programação desta edição.''Se tivéssemos recursos teríamos outra grade. Temos que fazer opções técnicas, financeiras e de espaço para apresentarmos esses espetáculos. Daí se justifica a presença de companhias como a Armazém de Teatro, que já esteve em outras edições, mas que realiza um trabalho que merece ser visto pelos londrineses. Afinal, é um grupo que saiu de Londrina'', conclui Bertipaglia.





