Eduel lança quatro obras na 28ª Bienal do Livro de São Paulo
Editora da Universidade Estadual de Londrina é a única entre as Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná no lançamento de obras na Bienal
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Editora da Universidade Estadual de Londrina é a única entre as Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná no lançamento de obras na Bienal

Com presença marcada para integrar a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a Editora da Universidade Estadual de Londrina (Eduel) celebra o lançamento de quatro títulos: "Obesidade Infantojuvenil: estratégias nutricionais farmacológicas e exercícios físicos, de Isabela Mayer Pucci e Sérgio Marques Borghie, "O Patinho Diferente", de Ana Carolina Mexia Aleixo, "História e Música: Algumas possibilidades de uso do disco como fonte histórica", de Silvia Cristina Martins e "Vocabulário do Português Colonial Paranaense", de Cláudio de Assis da Cunha.
Os lançamentos da Eduel serão realizados no estande H-34, da Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU) e será a única editora entre às Instituições Estaduais de Ensino Superior do Paraná a realizar o lançamento de obras na Bienal.

No entendimento da diretora da Eduel, Rosane Fonseca de Freitas Martins, a presença nesta edição é singular e cercada de ineditismo, sobretudo pela forma de atuação. "O ineditismo está na forma como estamos participando. Não entendendo a Bienal apenas como um espaço para expor os livros da Eduel, mas como uma ação institucional integrada da UEL, que reúne diferentes áreas que fazem parte do universo do livro", expõe. Martins compreende ainda que o livro possui aspectos amplos. "O livro não é feito apenas pela editora. Ele envolve autores, pesquisadores, editores, designers, profissionais da gráfica, comunicação, biblioteca, estagiários, profissionais da área administrativa, entre outros . Por isso, estamos levando diferentes olhares para a Bienal, reunindo pessoas da Eduel, da Gráfica, da TV UEL, da Comunicação, do Design, da Biblioteca, autores, professores e estudantes", ratifica.

Integrar eventos deste nível, por sua vez, é igualmente relevante para a diretora, uma vez que uma universidade não pode se limitar aos espaços em que tradicionalmente produz conhecimento. "Ela precisa também estar onde esse conhecimento circula, é debatido, transformado e chega à sociedade. E a Bienal é um desses grandes espaços. O maior evento do setor na América Latina e um dos maiores do mundo", lembra. Assim, compreende que para a UEL, participar de um evento dessa dimensão significa fortalecer sua presença institucional, ampliar a visibilidade da sua produção científica e cultural e aproximar a Universidade de diferentes públicos e atores do setor editorial. "Há ainda um aspecto muito importante de formação. Para nossos professores e estudantes de Design, por exemplo, a Bienal é uma oportunidade concreta de confrontar aquilo que se ensina em sala de aula com o que está acontecendo no mercado: projetos gráficos, materiais, tipografia, tecnologias, novos formatos e experiências de leitura.

MERCADO EM TRANSFORMAÇÃO
Nesta perspectiva, a editora vislumbra que a participação gere frutos que permaneçam depois da Bienal. "Queremos que as pessoas conheçam parte do que a UEL produz em conhecimento, ampliar a circulação e a visibilidade dos livros da Eduel, estabelecer novas parcerias e fortalecer a Editora no cenário das editoras universitárias. "Mas esperamos muito mais do que isso. Queremos voltar com repertório: novas ideias, referências, contatos, possibilidades e uma compreensão mais ampla de para onde está caminhando o setor editorial", explica.
Diante de uma verdadeira transformação editorial, a diretora observa que especialmente com as novas tecnologias e a inteligência artificial, já existem mudanças nos processos de criação, design, edição, produção, comunicação e circulação dos livros. "A Universidade precisa acompanhar essas mudanças para continuar formando profissionais preparados para o mundo contemporâneo e também queremos que esse conhecimento retorne para a UEL. A experiência será registrada e compartilhada, para que aquilo que identificarmos como interessante possa inspirar novas práticas, projetos, parcerias e possibilidades de inovação.

Sem perder de vista a importância da troca de conhecimento, Martins está atenta a novos repertórios, ideias e possibilidades para dentro da Universidade, uma vez que a UEL tem uma produção científica, cultural e intelectual muito rica. "A Eduel é um dos instrumentos que permitem transformar essa produção em conhecimento que circula e chega à sociedade. Estar na Bienal é, portanto, também reafirmar esse compromisso: produzir conhecimento, formar pessoas, inovar e fazer esse conhecimento circular", sustenta.
Bienal Internacional do Livro
A Bienal Internacional do Livro de São Paulo é considerada o maior evento cultural da América Latina e tem como proposta reunir pessoas, promover o encontro das principais editoras do Brasil e celebrar a transformação que os livros fazem na vida das pessoas.
Com o tema “Um Festival de Emoções”, a tradicional feira internacional será realizada no período de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, e vai receber pessoas de todas as idades para explorar publicações de dezenas de editoras nacionais e internacionais, além de proporcionar momentos de interação com autores renomados.
A Bienal é compreendida por todo o público como um momento de aprendizado, conhecimento e contato com obras recém-lançadas e interação com autores de todos os cantos do País. A periodicidade do evento tem por tradição ocorrer a cada dois anos em pares, com a próxima edição programada para 2028.


Walkiria Vieira
Repórter de Cultura, Educação e temas sociais.


