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segunda-feira, 05 de maio de 2014
Dilson Catarino 
Os tempos verbais são formados por estruturas do próprio verbo. Caso haja uma hipótese futura com a oração se iniciando por "se" ou "quando", dentre outros, o verbo deverá ser conjugado no tempo denominado de futuro do subjuntivo. Esse tempo é estruturado da seguinte forma: da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo, tempo caracterizado pela frase "Ontem, naquele momento...", retira-se a terminação "-am" para a formação da base do futuro do subjuntivo. Por exemplo:
"Ontem, naquele momento, eles puseram..."; retirando-se a terminação "-am", resta a estrutura "puser"; esta é a base do futuro do subjuntivo: Quando eu puser; se ele puser, se nós pusermos. "Ontem, naquele momento, eles tiveram..."; retirando-se a terminação "-am", resta a estrutura "tiver"; esta é a base do futuro do subjuntivo: Quando eu tiver; se ele tiver, se nós tivermos. "Ontem, naquele momento, eles foram"; retirando-se a terminação "-am", resta a estrutura "for"; esta é a base do futuro do subjuntivo: Quando eu for; se ele for, se nós formos.
O futuro do subjuntivo, quando formar período composto, ligar-se-á a outro verbo, que deverá ser conjugado no futuro do presente do indicativo, tempo estruturado pela soma do infinitivo, que é o próprio nome do verbo, com as desinências "ei, ás, á, emos, eis, ão": porei, porás, porá, poremos, poreis, porão; terei, terás, terá, teremos, tereis, terão; poderei, poderás, poderá, poderemos, podereis, poderão.
O período apresentado como título desta coluna é composto por um verbo no futuro do subjuntivo (for) e outro no futuro do presente do indicativo (poderá). Está, portanto, adequado ao padrão culto da língua. Ocorre, porém, que, num jornal, a frase foi apresentada de maneira diferente. Estava assim escrita: "Se ele for cassado, não poderia candidatar-se nas próximas eleições".
O equívoco se encontra no formação do período composto, em que se liga o futuro do subjuntivo com o futuro do pretérito do indicativo, tempo que se liga ao pretérito imperfeito do subjuntivo. Esses dois tempos se formam assim:
Da terceira pessoa do plural (eles) do pretérito perfeito do indicativo, tempo caracterizado pela frase "Ontem, naquele momento...", retira-se a terminação "-ram" e acrescenta-se a desinência "-sse" para a formação da base do pretérito imperfeito do subjuntivo, tempo cuja oração se inicia pela conjunção "se" ou "caso", dentre outras:
"Ontem, naquele momento, eles puseram..."; retirando-se a terminação "-am" e acrescentando-se "sse": "pusesse": se eu pusesse; se ele pusesse, se nós puséssemos. "Ontem, naquele momento, eles tiveram..."; retirando-se a terminação "-am" e acrescentando-se "sse": "tivesse": se eu tivesse; se ele tivesse, se nós tivéssemos.
O futuro do pretérito do indicativo é estruturado pela soma do infinitivo, que é o próprio nome do verbo, com as desinências "ia, ias, ia, íamos, íeis, iam": poria, porias, poria, poríamos, poríeis, poriam; teria, terias, teria, teríamos, teríeis, teriam; poderia, poderias, poderia, poderíamos, poderíeis, poderiam.
Para se usar adequadamente "poderia", o primeiro verbo deveria estar no pretérito imperfeito do subjuntivo: "fosse": "Se ele fosse cassado, não poderia candidatar-se nas próximas eleições".
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