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segunda-feira, 31 de março de 2014
Dilson Catarino 
Existem algumas palavras na Língua Portuguesa que trazem grande dificuldade aos cidadãos em geral quanto ao uso do artigo "o" ou "a", determinando-as. o substantivo pivô é uma delas. Vejamo-lo:
Pivô é um substantivo masculino, cujos significados, segundo o dicionário Houaiss, são os seguintes, dentre outros: "Haste metálica que se destina a suportar as coroas nas raízes e incrustações de dentes; o principal agente (uso figurativo); no basquete e no futebol de salão, jogador que joga frequentemente de costas para a cesta ou para o gol do adversário, para receber a bola e finalizar a jogada ou servir os outros jogadores de sua equipe".
Observe, portanto, que o substantivo pivô pode ter o uso figurativo no significado de o principal agente. Será sempre masculino, mesmo que o principal agente seja do gênero feminino: "A mulher foi o pivô do crime". Jamais esse substantivo pode ser determinado pelo artigo feminino "a". Vejamos outras palavras que trazem dificuldades:
Cataclismo: (não se escreve "cataclisma") substantivo masculino, cujo significado, segundo o Houaiss, é "convulsão ou transformação de grandes proporções da crosta terrestre; catástrofe; grande inundação; dilúvio; convulsão ou revolução social (uso figurativo); desastre ou mudança brusca e radical na vida de um grupo social, de uma pessoa, etc.": "O tsunami que ocorreu no Oceano Índico, em 2004, foi o maior cataclismo já registrado na região".
Observe que a palavra "tsunami", cujo significado é "vaga marinha volumosa, provocada por movimento de terra submarino ou erupção vulcânica", apesar de ser um vocábulo paroxítono terminado em "i" como ocorre com biquíni, táxi, júri não é acentuado por se tratar de um estrangeirismo: é uma palavra japonesa. Há um substantivo equivalente a "tsunami" na Língua Portuguesa, que deveria ter a preferência; trata-se de "maremoto": "O maremoto que ocorreu no Oceano Índico, em 2004, foi o maior cataclismo já registrado na região".
Cônjuge: substantivo masculino, cujo significado é, segundo o Houaiss, "indivíduo em relação a outrem a quem está matrimonialmente vinculado: o cônjuge feminino; o cônjuge masculino". O adequado, portanto, é dizer que Teté, que é minha esposa, é meu cônjuge.
Champanha ou champanhe: substantivo masculino, cujo significado é, segundo o Houaiss, "vinho espumante, geralmente branco, produzido em Champagne, na França", e, por extensão, "vinho semelhante ao produzido em Champagne, mas oriundo de outras regiões vinícolas". O adequado, portanto, é dizer que tomei um champanha ou um champanhe; jamais uma champanha ou uma champanhe.
Coma: substantivo masculino, cujo significado é, segundo o Houaiss, "estado caracterizado por perda total ou parcial da consciência da motricidade voluntária e da sensibilidade, geralmente devido a lesões cerebrais, intoxicações, problemas metabólicos e endócrinos, no qual, dependendo da gravidade, as funções vitais são mantidas em menor ou maior grau": coma alcoólico, coma hepático, coma diabético.
Herpes: substantivo masculino, cujo significado, segundo o Houaiss, é "designação genérica de várias dermatoses inflamatórias causadas por herpes-vírus e caracterizadas pela erupção de grupos de vesículas que, ao se romperem, provocam dor", como o herpes bucal, o herpes genital e o herpes-zóster, que também pode ser escrito herpes-zoster pronuncia-se "zostér".
Há também o uso figurado de herpes com o significado de "malefício contagioso; estrago, podridão, devastação". Por exemplo: "O herpes da corrupção".
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