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Venha para cá você também
O uso do modo verbal denominado de imperativo é dos mais comuns em propagandas de rádio e de televisão. É o que chamamos, na teoria da comunicação, de função conativa, ou apelativa, da linguagem, na qual o emissor da mensagem tenta convencer o receptor a praticar determinada ação: "Compre", "venda", "assista", etc.
O verbo no imperativo indica ordem, pedido, conselho ou apelo, e sua montagem deve seguir regras rigorosas, que são as seguintes:
Não existe a forma verbal do imperativo para a primeira pessoa do singular eu. O imperativo para essa pessoa deve ser o de "tu" ou o de "você".
As formas verbais para as pessoas "tu" e "vós" provêm do tempo denominado de presente do indicativo, retirando-se a letra "s" delas. O presente do indicativo é caracterizado pela frase "Todos os dias...". Vejamos alguns exemplos:
Comprar: Todos os dias tu compras; retirando-se a letra "s": "compra" é o imperativo do verbo comprar para "tu": "Compra o que precisares". Todos os dias vós comprais; retirando-se a letra "s": "comprai" é o imperativo do verbo comprar para "vós": "Comprai o que precisardes".
Vender: Todos os dias tu vendes; retirando-se a letra "s": "vende" é o imperativo do verbo vender para "tu": "Vende o que precisares". Todos os dias vós vendeis; retirando-se a letra "s": "vendei" é o imperativo do verbo vender para "vós": "Vendei o que precisardes".
Fazer: Todos os dias tu fazes; retirando-se a letra "s": "faze" é o imperativo do verbo fazer para "tu": "Faze o que precisares". Há também a possibilidade da forma verbal "faz": "Faz o que precisares". Todos os dias vós fazeis; retirando-se a letra "s": "fazei" é o imperativo do verbo fazer para "vós": "Fazei o que precisardes".
As formas verbais para as pessoas "você", "nós" e "vocês" provêm do tempo denominado de presente do subjuntivo, sem se retirar letra alguma. O presente do subjuntivo é caracterizado pela frase "Espero que...". Vejamos alguns exemplos:
Comprar: Espero que você compre: "compre" é o imperativo do verbo comprar para "você": "Compre o que precisar". Espero que nós compremos: "compremos" é o imperativo do verbo comprar para "nós": "Compremos o que precisarmos". Espero que vocês comprem: "comprem" é o imperativo do verbo comprar para "vocês": "Comprem o que precisarem".
Vender: Espero que você venda: "venda" é o imperativo do verbo vender para "você": "Venda o que precisar". Espero que nós vendamos: "vendamos" é o imperativo do verbo vender para "nós": "Vendamos o que precisarmos". Espero que vocês vendam: "vendam" é o imperativo do verbo vender para "vocês": "Venda o que precisarem".
Fazer: Espero que você faça: "faça" é o imperativo do verbo fazer para "você": "Faça o que precisar". Espero que nós façamos: "façamos" é o imperativo do verbo fazer para "nós": "Façamos o que precisarmos". Espero que vocês façam: "façam" é o imperativo do verbo fazer para "vocês": "Façam o que precisarem".
Talvez uma das propagandas mais conhecida dos brasileiros seja a de um banco, em que há o uso do verbo "vir" no imperativo, que deve ser assim conjugado no imperativo:
Todos os dias tu vens; retirando-se a letra "s" e trocando "n" por "m": "Vem": "Vem para cá tu também".
Todos os dias vós vindes; retirando-se a letra "s": "Vinde": "Vinde para cá vós também".
Espero que você venha: "Venha para cá você também".
Espero que nós venhamos: "Venhamos para cá nós também".
Espero que vocês venham: "Venham para cá vocês também".





