EDUCAR-SE
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de março de 2012
Dílson Catarino 
Alguns estudantes se equivocam no entendimento da regra quanto ao uso do artigo posteriormente aos pronomes indefinidos todos e todas. Julgam que, sempre que se utilizarem esses pronomes, o artigo seja obrigatório. Não é bem assim. Deve-se usar o artigo somente quando o termo seguinte ao pronome o exigir. Se houver substantivo, haverá artigo; se houver pronome pessoal ou de tratamento, não o haverá. Por exemplo:
- ''Todos os alunos devem seguir as regras.'' Há o uso do artigo pela utilização do substantivo ''alunos'', que o exige: os alunos - Todos os alunos.
- ''Todos eles devem seguir as regras.'' Não há o uso do artigo porque o pronome pessoal ''eles'' não o exige: eles - Todos eles.
A frase apresentada, então, tem de ter o artigo porque há o substantivo ''idades'', que o exige: as idades - Todas as idades.
E se o pronome estiver no singular - todo ou toda? A regra é a mesma? Não! Quando houver o pronome todo ou toda, há de se analisar o sentido que se quer dar à frase. Se houver o sentido de totalidade e à frente do pronome surgir um substantivo que exija artigo, este tem de ser utilizado. Se houver sentido genérico, não se deve usá-lo mesmo que o substantivo posterior o exija. Por exemplo:
- ''Todo o país se alegrou com a vitória de Hélio Castroneves.'' O sentido dessa frase é o de que o país inteiro se alegrou, por isso o uso do artigo: O país todo - Todo o país.
- ''Todo país deveria investir bastante em esporte.'' O sentido dessa frase é o de que todos os países deveriam investir em esporte; tem, portanto, sentido genérico: Todos os países -Todo país.
Se, à frente do pronome, houver uma palavra que não exija artigo, mesmo que seja um substantivo, ele não deverá ser utilizado ainda que o sentido seja de totalidade. Por exemplo:
- ''Todo ele ficou ferido no acidente.'' = ''Ele inteiro ficou ferido.'' Não se usou o artigo porque o pronome ele não o exige: Ele todo - Todo ele.
- ''Todo Portugal se alegrou com a vitória da sua Seleção.'' = ''Portugal inteiro se alegrou....'' Não se usou o artigo porque o substantivo Portugal não o exige: Portugal todo - Todo Portugal.
Já, se fosse o substantivo Brasil, haveria o artigo: ''Todo o Brasil se alegrou com a vitória de sua Seleção.'' = ''O Brasil inteiro se alegrou...'' O substantivo Brasil exige o uso do artigo: O Brasil todo - Todo o Brasil.
O leitor atento deve ter observado que, na frase em que usei Portugal, escrevi ''da sua Seleção'' e que na em que usei Brasil, ''de sua Seleção''. Por quê? Porque, quando se usar um pronome possessivo [meu(s), minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s), vosso(s)], se ele acompanhar substantivo, o artigo será facultativo. Caso não acompanhe substantivo algum, o artigo será obrigatório. Por exemplo:
- ''Não falei de (ou da) sua irmã, e sim da minha''. No primeiro uso de pronome possessivo (sua), o artigo é facultativo, pois o pronome acompanha o substantivo irmã. Já no segundo uso (minha), o artigo é obrigatório, pois o pronome não acompanha substantivo algum.
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