Educadores visitam a Escola da Ponte
''Antes de conhecer, achava que isso era coisa de escritor, que não era possível uma escola assim'', comentou a diretora da Escola Interativa, Jane da Cunha Martins, que esteve entre os 25 educadores brasileiros que em maio foram à Portugal visitar a Escola da Ponte. Lá, o grupo acompanhou durante cinco dias, em período integral, o funcionamento da escola.
Impressionada com o bom funcionamento da escola e com o nível de autonomia dos alunos, Jane acredita que o sistema pode ser plenamente aplicável ao sistema brasileiro de ensino, desde que de forma gradativa, para não entrar em choque com normas educacionais vigentes. ''Ainda não posso deixar de aplicar provas de avaliação, mas posso implementar a metodologia de outra forma, incentivando o professor a trabalhar a partir dos interesses da criança.''
Para ela, é urgente que a escola reflita sobre o seu papel e as práticas educacionais para não se tornar um ambiente desestimulante ao aluno. ''A escola tem que ser um local prazeroso e os professores precisam trabalhar a sua essência enquanto profissional'', disse.
Pelo sentido de inovação da metodologia da Escola da Ponte, Jane disse que o sistema é frequentemente avaliado pelo governo português. O sistema ainda não foi adotado em rede nacional e cada vez mais aumenta o número de pessoas que reivindicam sua a ampliação.





