A obrigatoriedade do ensino da História e da Cultura Africana e Afro-brasileira na educação nacional será debatida a partir de hoje na Universidade Estadual de Londrina. Um cronograma de palestras, oficinas e mesas-redondas examinará o tema com base na lei 10.639/03, que estabelece a inclusão da disciplina em salas de aula do ensino fundamental ao ensino superior.
  A programação culminará no seminário ‘‘Educação e Diversidade Étnico-Racial’’, agendado para agosto. Um dos participantes é o professor da Universidade de Coimbra (Portugal), Pires Laranjeira, que faz a conferência de abertura hoje, das 8h às 12 horas, no Anfiteatro Maior do Centro de Ciências Humanas (CCH). A implementação da lei, um dos desafios enfrentados atualmente pela educação brasileira, representaria – segundo seus defensores – um avanço no processo de luta da etnia negra contra as desigualdades raciais.
  Seu objetivo é resgatar e valorizar a contribuição dessa comunidade para a formação social e cultural da sociedade brasileira. ‘‘A lei foi aprovada em janeiro de 2003. Mas as iniciativas para implementá-la têm sido lentas. Para agilizar sua implantação, o Ministério da Cultura criou o programa Uniafro em 18 universidades do País, que atuam como núcleos de formação e auxílio aos professores e educadores sobre o tema’’ – explica a professora-Doutora Maria Nilza da Silva, coordenadora do programa em Londrina.
  Na UEL, o Uniafro é desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Afro-Asiático em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME) e o Núcleo Regional de Educação de Londrina (NRE). Pelo Programa, uma série de eventos colocará o assunto em pauta visando contribuir para a capacitação dos profissionais da educação de Londrina e região na implantação e implementação da Lei.
  A conferência de abertura, hoje, terá como tema ‘‘A Civilização Africana: Contributo para Mudar o Mundo’’. Pires Laranjeira, o expositor, é especialista em literatura africana. É autor de livros como ‘‘Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa’’, ‘‘Antologia da Poesia Pré-Angolana’’ e ‘‘A Negritude Africana de Língua Portuguesa’’. A programação continua às 14 horas com as palestras ‘‘A História Africana na Perspectiva da Lei 10.639/03’’ e ‘‘Resistência Negra na História do Brasil’’, ministradas respectivamente pelas profas-Doutoras Lúcia Helena Oliveira Silva e Enezila de Lima, ambas docentes do Departamento de História da UEL.
  Amanhã, duas palestras ocorrem no período da manhã, entre 8 e 12 horas: ‘‘O Negro no Pensamento Social Brasileiro’’, com profa-Doutora Maria José de Rezende (Ciências Sociais/UEL), e ‘‘Desigualdades Étnico-raciais no Brasil’’, com a profa-Doutora Maria Nilza da Silva (Ciências Sociais/UEL). Também amanhã, das 14h às 18 horas, serão realizadas as oficinas ‘‘Hip Hop na Escola’’, ‘‘A Ancestralidade Africana na Prática Educativa do Jongo’’, ‘‘Mitologia e Religiosidade Afro-Brasileira’’ e ‘‘O Negro Como Objeto e Sujeito de Uma Escritura’’.
  A programação é dirigida preferencialmente para professores da rede pública de ensino, mas a participação é aberta para a comunidade em geral. Uma taxa de R$ 3,00 será cobrada pelo certificado (só para quem participar dos dois dias de atividades). Estão previstos eventos ainda nos dias 30 e 31 de maio e 28 e 29 de junho. O Seminário, em agosto, será realizado nos dias 29, 30 e 31.


SERVIÇO:

Hoje

- Conferência de abertura ‘‘A Civilização Africana: Contributo para Mudar o Mundo’’, com Pires Laranjeira. Horário: 8 horas.

- Palestra ‘‘A História Africana na Perspectiva da Lei 10.639/03’’, com Lúcia Helena Oliveira Silva. Horário: 14 horas.

- Palestra ‘‘Resistência Negra na História do Brasil’’, com Enezila de Lima. Horário: 14 horas.

* Todas as palestras ocorrem no Anfiteatro Maior do CCH na UEL


Amanhã

- Palestra ‘‘O Negro no Pensamento Social Brasileiro’’, com Maria José de Rezende. Horário: 8 horas.

- Palestra ‘‘Desigualdades Étnico-Raciais no Brasil’’, com Maria Nilza da Silva.
Horário: 8 horas.
* As duas palestras ocorrem no Anfiteatro Maior do CCH na UEL

- Oficina ‘‘O Hip-Hop na Escola’’, ministrada por Frederico Augusto Garcia Fernandes

- Oficina ‘‘A Ancestralidade Africana na Prática Educativa do Jongo’’, ministrada por Carolina dos Santos B. Perez

- Oficina ‘‘Mitologia e Religiosidade Afro-Brasileira’’, ministrada por José Abílio Perez

- Oficina ‘‘O Negro como Objeto e Sujeito de Uma Escritura’’, ministrada por Giselda Melo dos Santos

* As oficinas serão realizadas das 14 às 18 horas nas salas 669, 670, 674 e 675 do CECA na UEL.

Mais informações pelo fone (43) 3371-4599.

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