'Educação para paz precisa ser formalizada', defende Galhardi
Nos últimos anos a violência tornou-se um problema educacional. Por conta desta situação, é crescente a preocupação em investir na educação baseada na não-violência, objetivando formar consenso para a paz, enquanto uma construção coletiva. Segundo o presidente da ONG Londrina Pazeando, Luis Carlos Galhardi, o tema ainda é pouco popularizado no Brasil, mas em países desenvolvidos a educação para a paz integra o currículo escolar. ''O que percebemos são projetos pedagógicos pontuais. Faz-se necessário institucionalizar a educação para a paz, trabalhando-a transdisciplinarmente'', defende. Em Londrina, a ONG já promoveu seminários, conferências e cursos de educação para a paz para professores da rede pública e particular. Mais de 200 escolas já adotam livro voltado para o assunto atingindo 160 mil alunos dos níveis Fundamental e Médio.
Segundo Galhardi, projetos como ''Dia da Paz - Tolerância Zero para a Indisciplina'', iniciado no Colégio Estadual Doutor Gabriel Carneiro Martins, promovem a cidadania e o protagonismo dos alunos. ''Durante todo este tempo fomos educados para a cultura da violência, cultuando nas escolas heróis guerreiros e a solução não-pacífica dos conflitos. Por que as escolas não incluem em seus currículos o estudo da biografia de pacifistas como Ghandi, Martin Luther King? Está na hora de repensarmos esta sociedade violenta'', propõe.
De 21 a 28 de setembro a ONG Londrina Pazenado promove a 8 Semana Municipal da Paz de Londrina. Na programação constam exibição de filmes, entrega do 6º livro Londrina Pazeando a alunos, 5 Noite de Cultura de Paz, com os alunos das escolas da rede municipal, particulares e do estado, Fórum Estadual de Educação Para Paz, palestra com a monja budista Cohen e caminhadas com escolas. (C.V.)





