EDUCAÇÃO AMBIENTAL - O admirável mundo das abelhas
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segunda-feira, 15 de julho de 2013
Ana Paula Nascimento<br>Reportagem Local 
Transpor para uma linguagem lúdica e bem acessível os conteúdos teóricos apresentados em sala de aula é um dos objetivos do Projeto Jabuti, em Londrina, que oferece uma série de módulos temáticos de visitas que complementam o que está sendo estudado no ambiente escolar. Recentemente um grupo de alunos da Escola Municipal Padre Symphoriano Kopf, de Cambé, visitaram a propriedade rural que atua na área de educação ambiental para aprender mais sobre o admirável mundo das abelhas, dentro do programa "Rainha doce e sua colmeia".
Divididos em três grupos, identificados por fitas de cores diferentes amarradas aos pulsos, os alunos participaram das atividades como se estivessem em uma gincana. Em cada tarefa cumprida, o grupo vencedor recebia os "jabulis", uma espécie de moedinha feita em argila.
No espaço "Cabeça do Jabuti", que lembra uma oca, os alunos ouviram atentamente as explicações do Dr. Terra sobre a produção de mel e a formação de uma colmeia. Com exemplos práticos e até uma pequena encenação teatral com os próprios alunos caracterizados como abelha rainha, abelha operária e zangão, os alunos puderam compreender melhor as funções específicas de cada componente da sociedade extremamente organizada das abelhas.
Os alunos descobriram, por exemplo, que a abelha rainha já nasce com uma pré disposição genética para essa função e que após o acasalamento feito por vários zangões - durante o "voo nupcial" - ela fica durante anos presa na colmeia cumprindo o papel de reprodutora (chega a botar até 3 mil ovos por dia), sendo alimentada com geleia real, que é rica em proteínas e vitaminas. Já os zangões (que não possuem ferrão) morrem após o acasalamento. E as abelhas operárias têm até hierarquia de funções. Têm as responsáveis pela limpeza da colmeia, coleta de água, pólen, néctar, entre outras tarefas.
Conheceram também os equipamentos necessários para o manejo adequado das abelhas, como a touca, o macacão, uma espécie de vassourinha para a retirada das abelhas e o fumegador - aparelho que emite fumaça para afastar as abelhas na hora da coleta das placas de madeira (caixilhos) onde ficam os favos de mel, que posteriormente passarão por um centrifugador para a retirada do mel sem que haja o prejuízo dos favos. No final dessa atividade, eles puderam até degustar um pouco do mel produzido no sítio. Um lanche com produtos produzidos no Jabuti ainda foi servido no intervalo do passeio.
Eles também participaram de uma brincadeira em que tinham que trocar de posições no momento em que havia a emissão de fumaça, como se estivessem em uma colmeia na hora da coleta do mel. Outras atividades bem divertidas foram as que simularam o processo de polinização e a montagem de uma colmeia, com peças em formato hexagonal.
"Esse tipo de atividade, que combina a parte teórica com a prática, ajuda muito na compreensão dos conteúdos, que envolvem conceitos trabalhados nas aulas de biologia e geografia, por exemplo. No caso das abelhas, fizemos pesquisas na escola, os alunos relataram experiências e a empolgação foi geral com o estudo. Eles até me ensinaram sobre a polinização cruzada, algo que foi demonstrado aqui também", afirma professora Rosimari Tavares Candido.
Contato direto com a natureza
A visita também incluiu o contato com os animais do sítio. Vaca, cavalo, peru, coelho, carneiro e até um sapo foram alguns dos animais que puderam ser vistos de perto pelos alunos, que não esconderam o prazer dessa proximidade. Eles também conheceram uma parte da produção de hortaliças e a estufa do sítio. A atividade no Minhocário rendeu boas risadas e, no final, um saboroso caldo de cana marcou o encerramento das atividades.
"Essa parte do programa está incluída em praticamente todos os módulos temáticos de visitas porque as crianças adoram e fazem questão de participar. Além disso, procuramos dar um atendimento que atenda às necessidades específicas da escola", explica Adriana Kirche, coordenadora comercial do Projeto Jabuti.
Serviço:
Mais informações pelo site www.jabutilazereconhecimento.com.br ou pelo tel. (43) 3327-8898.
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