Um levantamento de 2007 do Instituto Pró-Livro revelou que o Brasil tem um contingente de
77 milhões de não-leitores. O Programa Internacional de Avaliação de Alunos, no ano passado, constatou que os 4,8 milhões de estudantes brasileiros avaliados pouco compreendem o que estão lendo, deixando o Brasil na última colocação entre os 32 países inscritos.
  Além disso, o grande alcance da internet tem feito com que as pessoas leiam mais. Só que isso não significa, necessariamente, uma leitura de qualidade, segundo avalia a professora de literatura da UFPR e PUC Marta Morais da Costa. ‘‘Há muito texto ruim publicado em livro e na internet. A literatura de boa qualidade entretém, diverte, organiza a realidade, aprofunda o conhecimento do mundo e das pessoas, pode transformar a vida do leitor’’, define, lembrando que também é preciso ter vontade de aprender.
  Pensando nisso, Marta criou, junto com a Editora Positivo, o Projeto Zepelim, que reúne autores em livros infantis. ‘‘O objetivo principal é formar leitores com uma literatura de qualidade. A coleção compreende três faixas, identificadas por estágios diferentes de leitura: o pré-leitor (para os livros exclusivamente de imagens), os leitores iniciantes (recém-alfabetizados) e os leitores em formação (com leitura autônoma)’’, afirma a professora. Ela destaca também que a mediação da família e dos professores é fundamental e indispensável na formação desses leitores mirins.


Esse número corresponde a quase 40% da população brasileira. Com cerca de 193 milhões de habitantes, o Brasil é a quinta nação mais populosa do planeta


Balão dirigível rígido, de formato alongado, muito usado para travessias transatlânticas com passageiros na década de 1930. Foi inventado pelo alemão Ferdinand von Zeppelin

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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