Edição 2000 do Heineken Concerts tem público recorde
São Paulo, 09 (AE) - Foi a maior edição já realizada do Heineken Concerts, com um público também recorde - 16 mil pessoas viram os 11 shows da jornada (92% de ocupação dos teatros). Tom Brasil teve lotação máxima (2 mil pessoas) no show do argelino Khaled e o Teatro Alfa esteve também completamente lotado durante a apresentação da cantora cabo-verdiana Cesária Évora, no sábado.
"Com um festival dessa natureza nós queremos mexer com o público, queremos que ele saia de casa na dúvida e tenha uma bela surpresa", disse o diretor artístico da mostra, Toy Lima. "Não é só trazer o certo; tem de arriscar, tem de pôr a cara para bater".
As boas surpresas ficaram por conta do show de Lenine e seus convidados e também das apresentações dos pianistas Carla Bley e Brad Mehldau. Todos os shows foram gravados e deverão ser exibidos pela TV Cultura. O bluesman americano Taj Mahal vai lançar um disco com o resultado da apresentação que comandou na quinta-feira, com um time de músicos brasileiros.
O Heineken Concerts vai se tornando um dos mais importantes encontros musicais da América Latina. Começou em 1992 com uma proposta de juntar músicos brasileiros com astros internacionais, promovendo espécies de jam sessions ou diálogos musicais inusitados. É realizado há oito anos, sem interrupções, e já chegou a ocupar quatro capitais. Na primeira edição, o festival teve como anfitriões gente como Caetano Veloso, Edu Lobo, Raphael Rabello, Wagner Tiso e Marisa Monte. Nesta edição do ano 2000, teve dois "anfitriões" principais: Lenine e Chico César. Também nos bastidores do festival surgiram boas revelações.
O percussionista cubano Tata Guines, de 78 anos, lembrou que começou a carreira sob os auspícios de Carmem Miranda. Ela foi a Havana para uma apresentação no cabaré Tropicana e ele foi recrutado.





