O Encontro Mundial de Artes Cênicas – ECUM 2002 – que acontece em Belo Horizonte (MG) promove hoje um fórum de debates sobre o tema ‘‘Etnocenologia e Transculturação’’. O intercâmbio de experiências em prática de espetáculos está presente em diversas culturas, segundo o pesquisador baiano Armindo Baião, curador do fórum. Os principais grupos internacionais de teatro sinalizam para a transculturação. Presente ao encontro, o pesquisador francês Jean-Marie Pradier. Ele faz a conferência sobre o tema ‘‘Oriente/Ocidente: os mal-entendidos’’, que vai abordar as dificuldades de percepção entre culturas diferentes.
Pradier é criador da Etnocenologia, disciplina que usa o conhecimento científico e o prático. O conferencista hondurenho Rafael Murillo Selva trabalha com comunidades indígenas da Colômbia. Sua pesquisa aborda as raízes dos comportamentos em cena de comunidades marginalizadas, como índios, negros, idosos e crianças, respeitando seus códigos de linguagem, de espaço e de corpo.
No ECUM 2002 de hoje acontece uma das estréias mais aguardadas do evento, o espetáculo ‘‘O Carrasco’’, do grupo Amok Teatro, do Rio de Janeiro. Formado por Ana Teixeira e Stephane Brodt, a dupla faz um trabalho fortemente influenciado pelo Théatre du Soleil, de Ariane Mnouchkine, nome expressivo nas artes cênicas mundial e que está presente ao ECUM. A diretora carioca Carmen Luz também marca presença na conferência ‘‘Corpo Preto: memória e plasticidade’’.

mockup