Nelson Sato
Terno mod, óculos escuros e camisa com motivos psicodélicos. Com esse figurino e mais uma coleção de canções memoráveis encharcadas de ácido, Júpiter Maçã vem enfileirando convertidos pelo país.
O músico gaúcho, que é a grande revelação pop da temporada, volta a Curitiba neste sábado em seu terceiro show em menos de 1 ano na cidade. Júpiter toca no Toscos Bar (Al. Dr. Muricy, 1.091) com abertura da banda local Relespública, numa coerente dobradinha de espírito sessentista.
Júpiter Maçã é o pseudônimo de Flávio Basso, figura que carimbou seu nome no rock do sul como integrante das bandas T.N.T e Cascavalettes. Foi ainda em Porto Alegre que ele gravou o álbum A Sétima Efervescência, lançado há 1 ano e meio pelo selo Antídoto e que só agora começa a repercutir além-fronteiras com distribuição nacional pela PolyGram.
Seu primeiro disco-solo ecoa psicodelismo da primeira à última faixa reunindo referências que vão dos primeiros trabalhos do Pink Floyd aos Beatles, Mutantes, Arnaldo Baptista, The Byrds e Jovem Guarda. ‘‘Eu sinto o psicodelismo muito mais como uma filosofia ou estilo de vida do que com uma sonoridade ou tendência musical’’ - revelou ele em entrevista à Folha Jovem, no começo do ano.
É o repertório de seu álbum de estréia que ele mostra no show, acompanhado do baixista Júlio Cascaes e do baterista Marcelo Gross, adicionando ainda composições inéditas como ‘‘Aquarianas da Rua 20’’, ‘‘Espectro, Limbo & Som’’, ‘‘Cartas do Playground’’ e ‘‘Desconstruções do Acaso’’.
O culto ao artista, que ainda não alcançou o grande público, levou o fanzineiro gaúcho Marcelo Cunha a escrever um livro sobre sua trajetória. A obra deve ser lançada até o final do ano, numa data que deverá coincidir com a entrada de Júpiter nos estúdios para a gravação de seu segundo trabalho. O show de amanhã começa às 23h30, com ingressos a R$ 7,00.

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