De bobo e frívolo ele não tem nada. É charmoso, ninguém duvida, mas não faz disso prioridade. Quer dizer, faz um pouquinho de gênero sim. Mas não por cabotinismo, é ''good looking'' mesmo. É um brincalhão e com os amigos mais chegados deve ser um grande curtidor. Para a entrevista, na última quinta-feira, acho mesmo que ele nem sabia que nossas máquinas fotográficas tinham sido confiscadas na entrada da suíte.
Diante do pequeno grupo de jornalistas de vários países reunidos para a entrevista, ele custou a ficar sério para que a conversa com rígido controle de tempo da assessora quase pit bull pudesse, afinal, começar. Mas seu filme ''Good Night. And Good Luck'', disfarçado em homenagem a Ed Murrow, um grande e corajoso jornalista pioneiro na tevê americana da década de 1950, trata de coisas sérias, muito sérias aliás, como caça às bruxas, liberdade de expressão, responsabilidade, ética, poder da mídia e os novos (des) caminhos da notícia, transformada em mero entretenimento.
E, afinal, ele se comportou. Mas sempre com um sorriso meio zombeteiro pronto para distender o clima, se as coisas ficassem solenes demais.
Leia a entrevista na página 3.

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