E Xuxa requebra em filme de auditório
No seu novo filme, a Rainha dos Baixinhos pega pesado com violência, tiroteio e até empresário-traficante
DivulgaçãoNovo filme de Xuxa se passa numa academia de dança mergulhada em crise financeiraAo contrário de Renato Aragão, a animadora Xuxa Meneguel apresenta dossiê cinematográfico discretíssimo. Além de fazer muito menos bilheteria, são filmes cada vez mais insustentáveis exatamente porque o produto principal de venda já teve seus dias de glória como animadora televisiva de auditório infantil, função hoje desgastada não apenas pela acirrada concorrência clonada mas também pela própria falência da fórmula. E Xuxa nem ao menos tem a aceitável porção clown de Aragão.
Desde que foi visto em pré-estréia e sessões especiais, Xuxa Requebra (a partir de hoje em circuito nacional) tem desagradado especialmente pelo roteiro assinado por Evandro Mesquita, que resolveu transplantar as mazelas do país para as matinês dos baixinhos. Na história, uma academia de dança está em precária saúde financeira. O temível Macedão, empresário de fachada, na verdade bandido e traficante (?!), quer dar um golpe e ficar com as instalações da academia. A saída pode estar num torneio de dança, o Requebra 2000. O prêmio em dinheiro para quem ganhar pode tirar a academia das dificuldades. Mas enquanto isso não acontece, pancadaria e tiroteio rolam soltos.
O caipira-solo Daniel é o mocinho, cercado por Tiazinha, Feiticeira, Carla Perez, Claudinho e Buchecha, Paquitas, Andrea Veiga, Terra Samba, Banda Cheiro de Amor e até Luciano Huck. A direção é de Tizuka Yamasaki, ainda buscando recursos para Gaijin 2. (C.E.L.J.)





