Os organizadores do show do U2 - marcado para 20 de fevereiro, no estádio do Morumbi - informaram ontem que os fãs que receberam senhas serão procurados pelo Pão de Açúcar, patrocinador oficial da turnê brasileira da banda.
Na próxima quinta-feira, os organizadores divulgam quando começa a venda dos ingressos para o segundo show (dia 21 de fevereiro, também no Morumbi).
Segundo explicou Paulo Pompilio, da central de comunicação do Pão de Açúcar, quem tem as senhas não precisa se dirigir a um dos pontos de venda de ingressos. ''Quando distribuímos as senhas, anotamos nome, RG, telefone e outros dados. Nós vamos entrar em contato com os fãs para informar sobre o show. Quem tem a senha tem os ingressos garantidos'', explicou.
Como já era esperado, a demanda do público foi muito maior do que a oferta de lugares - mesma situação registrada em todos os países pelos quais passa a banda irlandesa. Segundo estimativa da Accioly Entretenimento e Planmusic, produtores do evento, mais de 100 mil pessoas passaram pelos 12 pontos de venda (10 lojas em São Paulo e mais duas no Rio de Janeiro). No entanto, a confusão generalizada, a falta de infra-estrutura e organização também foram muito maiores do que as toleradas para um evento internacional desse porte.
Após muita informação desencontrada divulgada (ou não divulgada) pela produção do show - na maioria dos casos, elas não chegavam ao cliente na fila porque nem mesmo os funcionários do Pão de Açúcar eram avisados -, sabe-se que não há mesmo mais ingressos de pista para o dia 20. Quem tem senha e tiver interesse em assistir ao espetáculo poderá comprar um lugar na arquibancada, único setor
com entradas não esgotadas.
Caos - Anteontem, o caos marcou o primeiro dia de venda de ingressos. Venda de lugares na fila, cambistas, sistemas fora do ar, falsas grávidas furando a fila, polícia e muita briga. A desorganização irritou os fãs. Em muitas lojas, era mais de meia-noite e muita gente ainda tentava, em vão, garantir seu ingresso.
Houve até tentativa de vandalizar uma unidade do Pão de Açúcar, no Villa Lobos, onde era feita a venda. Outros gritaram frases de protesto contra Abílio Diniz, fundador do grupo varejista (''Uh, uh, uh... Vou fazer a compra do mês no Carrefour'').
Já o site da Ticketronic, único responsável pelas vendas on-line, ficou fora do ar e gerou uma avalanche de queixas dos usuários. Em nota divulgada à imprensa na noite passada, a Accioly Entretenimento e Planmusic pediram ''desculpas ao público pelos transtornos ocorridos no primeiro dia de venda de ingressos''. Como explicação, deram a ''demanda nunca antes registrada em nenhum outro evento de banda internacional no Brasil''.

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