No ar desde 2001, "A Grande Família" acompanhou as mudanças no cenário brasileiro. A valorização das classes mais baixas e seu crescente aumento de poder financeiro foi evidenciado no seriado, que tem núcleo de Guel Arraes. Por exemplo, em 13 anos, Bebel, personagem de Guta Stresser, foi de ajudante no salão de Marilda, interpretada por Andréa Beltrão, a empreendedora e microempresária. Outros personagens também seguiram uma linha coerente e enfrentaram situações típicas da vida em família na "sitcom".
No entanto, isso não foi suficiente para garantir mais um ano à produção. A decisão de acabar, segundo Guel, foi feita em consenso com a emissora, autores e direção. "Essa ficção está tão incorporada que já faz parte da gente de forma avassaladora. Não sei como vai ser ficar sem isso", lamenta Marieta Severo. Para Guel, o difícil foi achar um caminho para finalizar as histórias de forma "redonda". "Conseguimos acabar de um jeito muito maduro. Fico triste e saudoso, o que é um bom indicativo de que o programa foi muito feliz para todos nós", conclui o diretor. (A.B./T.P.)

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