Chega às locadoras mais um dos vencedores do Oscar deste ano. A comédia ‘‘Melhor É Impossível’’, dirigida por James L. Brooks, ganhadora dos Oscars de melhor ator para Jack Nicholson (sua terceira estatueta) e melhor atriz para Helen Hunt. Os prêmios não param por aí. O filme ganhou ainda os Globos de Ouro de melhor comédia, ator e atriz na mesma categoria. No entanto, ‘‘Melhor É Impossível’’, é uma fita simples, com enquadramento e roteiro que lembram uma novela. Enfim, não apresenta nada de novo.
O filme é uma grande fantasia. A intenção é mostrar que todas as pessoas, até as mais abomináveis, possuem sentimentos e são capazes de amar. Para isso, o roteiro apresenta aos espectadores o escritor Melvin Udall (Jack Nicholson), como uma dos seres mais repugnantes, grosseiros e intratáveis do mundo, que acaba se convertendo graças à força do amor. Mais hollywoodiano do que isso impossível. No entanto, o que faz desta comédia um grande filme é o talento do elenco. Todos, sem exceção, estão ótimos. Além de Nicholson e Helen Hunt, os atores coadjuvantes Greg Kinner e Cuba Gooding brilham em cena.
Mas ‘‘Melhor É Impossível’’ tem um outro grande astro. É o cãozinho Verdell. Se houvesse um Oscar para interpretação de animais, com certeza, iria para ele. Há uma cena em que Verdell precisa representar. Ele se arrasta pelo chão, olha para câmera e geme, chegando a roubar a cena de Jack Nicholson. Apesar de estar cheio de clichês hollywoodianos, ‘‘Melhor É Impossível’’ é um filme humano que fala de gente como a gente, com exceção, é claro, do escritor Melvin Udall. A direção de James L. Brooks não apresenta novidade. A rigor, segue a mesma linha de seus filmes anteriores, como ‘‘Laços de Ternura’’ e ‘‘Nos Bastidores da Notícia’’.
‘‘Melhor É Impossível’’ está longe de ser uma obra de arte, mas é um filme agradável de se assistir. Na verdade, é um veículo para Jack Nicholson explorar suas virtudes interpretativas. O grande desafio ficou para Helen Hunt, uma atriz de televisão que teve pela primeira vez sua grande chance no cinema. Só pelo fato de não ter sido engolida em cena por Nicholson, ela mereceu o Oscar de melhor atriz, num ano que tinha outras grandes interpretações femininas como Julie Christie e Judi Dench. Lançamento da Columbia TriStar. Duração: 138 minutos. (C.M.)

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