A estratégia das gravadoras americanas ainda não embarcou com força total em terras tupiniquins. A fábrica brasileira de vinil Polysom, reaberta em 2009, tem a capacidade de prensar 40 mil discos, mas a distribuição de lançamentos nacionais ainda tem dificuldades em engrenar.
Em Londrina, as lojas Megastore e especializadas em música só trabalham com discos de vinil por encomenda. A solução para aqueles que querem colecionar discões acaba sendo descobrir coisas legais e raridades que chegam nos sebos da cidade. ''Acho que o mais difícil hoje é alguém querer abrir mão do vinil. Geralmente quem coleciona alguma coisa boa não abre mão de jeito nenhum'', comenta Elaine Petrachim Fernandes, dona do sebo Multi-Mania, em Londrina, e que percebe as dificuldades em se encontrar um bom produto usado. ''Eu não tenho muito vinil no estoque, mas existe uma procura. Sempre aparece alguém perguntando. Tenho um cunhado em Maringá que trabalha com vinil e vende muito, muito mesmo'', declara Elaine, admirada pelo saudosismo da antiga mídia analógica.
Os interessados em comprar discos novos tem que pagar o preço de importado. Boas opções de compra podem ser encontradas nas lojas virtuais da Livraria Cultura e da Fnac mas, enquanto nos EUA um vinil sai em média por U$ 14 (R$ 30), os álbuns internacionais chegam no Brasil valendo de R$ 80 a R$ 120. Em sebos, é possível achar um disco de R$ 2 - geralmente não em muito boa condição - mas a média de preço fica na faixa dos R$ 15.(R.C.)

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