É o Tchan invade a selva
Ranulfo Pedreiro
De Londrina
O lançamento oficial está marcado para os dias 11 e 12 de setembro, mas o novo CD do É o Tchan já está nas lojas, trazendo a selva como tema. É o Tchan na Selva mostra algumas mudanças na sonoridade do grupo, que está buscando novo fôlego em públicos diferentes.
As inovações não chegam a ser estruturais. O ritmo é o mesmo, as letras se mantêm extremamente simplificadas e as melodias são repetitivas. A pegada de samba do recôncavo, elogiada por Paulinho da Viola, não é suficiente para respaldar o apelo fácil que o álbum traz.
Entre as novidades, o grupo resolveu desenterrar a lambada. O problema é que a faixa Lamba Tchan, que provocou até um concurso de coreografias no Domingão do Faustão, é uma das mais fraquinhas do disco, sem o punch habitual do grupo. O fato é que a fórmula está apresentando sinais de desgaste. Além da lambada, o grupo se aproxima também do sertanejo romântico, gravando Samba SerTCHANejo com a dupla Rio Negro & Solimões.
Foi a forma de trazermos uma novidade à parte, foi uma coisa proposital, tem a batida do Tchan com a moda de viola. Tivemos a honra de gravar com Rio Negro & Solimões, comenta Beto Jamaica, um dos líderes do grupo, em entrevista por telefone.
O compositor nega intenções comerciais e diz não estar preocupado com vendagens: Não temos essa preocupação de vender disco, nossos shows têm casa cheia, nosso público continua fiel. Não fazemos isso por dinheiro, completa. É o Tchan na Selva saiu pela Universal.





